Por Que os VCs Não Estão de Olho em Realidade Aumentada?

tatAR150 Por Que os VCs Não Estão de Olho em Realidade Aumentada?Alguns acreditam que a Realidade Aumentada (RA), o sistema de tecnologias que sobrepõe imagens ou dados em visualizações do mundo físico, poderia ser o web browser do futuro. RA tem se sobressaído em centros de desenvolvimento e pesquisa e está gerando interesse no mercado rapidamente – desde celulares projetando comentários sobre restaurantes através de suas câmeras até revistas em bancas, em que é possível segurá-las nas mãos em frente a uma webcam e ver hologramas em 3D interagindo com o usuário.

O Simpósio Internacional de Realidade Aumentada possui grandes patrocinadores de todo o mundo, incluindo Qualcomm, Volkswagen, Intel e Nokia. O centro de análise em TI Gartner apontou a Realidade Aumentada no Top 10 das Tecnologias Disruptivas para 2008-2012. Apesar de toda essa energia, foi divulgado que a startup Layar levantou… míseros US$ 1 milhão de investimento de capital de risco (Venture Capital). Por que os VCs não estão investindo tanto em Realidade Aumentada? Aqui estão três razões que imaginamos o porque investimentos neste setor estão andando vagarosamente.

A Layar é um grupo de mídia apreciado nesse espaço, graças aos seus produtos de simples usabilidade e seus deslumbrantes vídeos demonstrativos. Recentemente nessa semana, o VentureBeat deu um furo de reportagem sobre o financiamento da Layar por investidores europeus. (A empresa se recusou a dar informações a esse respeito).

A Total Immersion, empresa que o incríveis cartões de baseball interativos em 3D (video abaixo) levantou dois rounds de investimento nos últimos oito anos. A Metaio tem apresentado aplicativos para consumidores, mas a maioria negócios B2B – o que não seria uma surpresa se eles tivessem levantando algum investimento.

Mas para todos os hypes, esse não parece ser um mercado em que os investidores estão correndo atrás. Mas por que isso? Exstem inúmeras teorias.

Muitas pessoas estão empolgadas com RA, mas isso seria isso apenas uma fase? A RA móvel, em celuares, cuja implementação é acessível para consumidores hoje, torna-se um pouco desinteressante depois do “efeito UAU!” .

Ainda é cedo. As pessoas têm a esperança de que RA irá ajudar ao longo dos anos com coisas como conserto de carros, e a marinha norte-americana tem visto grandes ganhos de eficiência em testes de RA para reparo em veículos através de um telefone com plataforma Android ligado a um par de óculos.

Publicidade e marketing parecem ser os setores mais atrativos, mas existe interesse também no campo médico. Imagine modelos anatômicos em que possam ser segurandos com a mão, girá-los e poder ver outras faces e interagir ou ler sobre determinada questão.

“O verdareiro impacto da RA nos negócios”, disse a consultora Tracy Sheridan, “está relacionado a dinheiro economizado em manufatura, treinamento etc. [e isso] está sendo ofuscado pelo seu papel na indústria de marketing digital”.

Uma vez que os investidores têm se mostrado cautelosos em relação a investimentos em publicidade. Além disso, a percepção de que RA apresenta carência real de utilidade, indubitavelmente isso está mitigando algum entusiasmo. Existem ainda outros argumentos mais incisivos a este respeito.

É um recurso, não um produto

Empresas como Yelp e UrbanSpoon têm recebido muita cobertura da imprensa por adicionar exibições de dados com RA nos comentários de seus aplicativos para iPhone, feito por usuários.

Serviços como Layar, Wikitude ou Tonchidot podem realmente se tornarem navegadores eficazes, utilizado por milhões de pessoas na busca por uma extensa variedade de dados de RA? Ou RA irá aparecer apenas como recurso em aplicativos móveis? Somente o tempo dirá.

Outro ponto interessante é que nem o formatos RA baseados em marcadores, como QR Codes, barcodes, a forma menos conhecida de RA, nem Realidade Aumentada para dispositivos móveis, provaram ser tecnologicamente complicados para oferecer uma barreira de entrada significativa para novos concorrentes.

Já a Realidade aumentada independete de marcadores, dependendo de processamento de video, representa um cenário completamente novo, oferecendo diversos desafios tecnológicos.

De todo modo, o conceito de “recurso e não um produto” é uma coisa que ouvimos de várias pessoas.

Está muito cedo

David Hornick da August Capital nos deu a explicação mais convincente sobre o porquê VCs não investem tanto em RA.

“Eu estaria feliz  em investir nesse setor se houvesse uma oportunidade de curto prazo”, ele nos contou. “O desafio de se investir em mercados emergentes é a de não ficar muito a frente do mercado (toneladas de dinheiro já foram perdidas ficando-se a frente no mercado móvel etc.). E acredito que as empresas de venture capital estão sendo cautelosas em permancer muito a frente das tendências hoje em dia.”

Isso faz sentido. RA não é novidade, está sendo desenvolvida em laboratórios acadêmicos por dez anos ou mais, mas a eficiência de suas aplicações comerciais é realmente nova. Este é o início de um novo paradigma. A experiência do usuário, utilidade e estratégias de monetização permanecem em sua infância.

O mercado tem se transformado muito nos últimos 12 meses, e resposta para essas perguntas aparecerão brevemente. Qual seria o melhor momento para que investidores pudessem se arriscar no território de RA? Qual será o Killer App que vai consolidar a tecnologia?

Posts Relacionados

  1. Em Breve: Realidade Aumentada nas Promoções da Copa do Mundo de 2010
  2. Silverlight Agora com Realidade Aumentada
  3. Layar Removido da AppStore, Más Notícias para a Realidade Aumentada
  4. Devs Quebram API do iPhone e Podem Criar Apps de Realidade Aumentada Mais Poderosas
  5. Top 5 Tendências Web – Web Móvel e Realidade Aumentada
blog comments powered by Disqus

Nossos patrocinadores

Google Friend Connect