10 anos atrás, o Napster revolucionou a música comercial democratizando a pirataria.
Sem dúvida, os consumidores em 1999 precisavam de um melhor acesso à música. Eles precisavam de uma oportunidade para escutar faixas completas, para pegar e escolher músicas de um álbum e ter gratificação instantânea através dos downloads. E, 10 anos depois, os consumidores ainda possuem todas essas regalias. O Napster se foi (graças ao Metallica), mas o Kazaa renasceu de suas cinzas. Então surgiu o Limewire. A Apple monetizou o sistema quando a loja iTunes chegou ao mercado, mas os usuários agora tem os arquivos prontamente disponíveis através de várias fontes e não estão dispostos a pagar na maioria dos casos. No entanto, os músicos, por mais que eles tentem se adaptar, continuam prejudicados pela internet e seus fãs.
O CEO do Napster diz que os Consumidores Precisavam de (Controle de) Músicas Gratuitas
O CEO do Napster, Chris Gorog, escreveu em seu blog que: “O Napster original não tinha pensado sobre como proteger os direitos dos artistas… O Napster se tratava de colocar o controle na mão dos consumidores para que eles pudessem encontrar virtualmente qualquer música que quisessem.”
Esse tipo de pensamento nos faz pensar. Eu sou um usuário, apoio esta “classe”. E claro, fizemos inúmeros downloads de músicas ao longo dos anos. No entanto, os consumidores não necessitam nem merecem o controle sobre o conteúdo que não criaram.
Muitos dizem que os downloads ilegais estão aí para estimular as vendas; o álbum do Radiohead chamado Kid A é frequentemente citado como um exemplo. Mas quando os usuários estão baixando as mídias para não comprá-las, isso prejudica muito mais os músicos do que ajuda. Atrevo-me a especular que em ecossistemas P2P os usuários recebem a glória e os músicos apanham. Os usuários têm dezenas de maneiras de compartilhar músicas que possivelmente não irão dar lucro aos artistas por esta ação.
Mas onde estão os kits de ferramentas online para os milhares de músicos, geralmente independentes, que vivem e morrem para promover e vender suas músicas?
O Napster introduziu um único paradigma: conteúdo gratuito para usuários às custas dos músicos e gravadoras.
O que a internet tem feito para músicos e gravadoras ultimamente?
O Napster Trabalhou Contra os Músicos
Napster passou a primeira parte da década mostrando total desrespeito às necessidades de promoção, vendas e desejos dos músicos. Você pode imaginar como seria o mercado musical online se eles tivessem visto as guerras de copyright como uma oportunidade e não como um problema? O que teria acontecido se eles tivessem investido todo aquele tempo e dinheiro em criar uma solução funcional para que os usuários pagassem pelo conteúdo? Se eles tivessem trabalhado com as bandas para criar um mercado além das músicas, conteúdos especialmente para os fãs? Se tivessem sido criativos e visionários ao invés de agressivos?
O que aconteceu para os músicos que trabalham online desde 1999? O MySpace.
MySpace, um conto trágico de interfaces desajeitadas, ferramentas de marketing com spam, confusa organização de eventos, players de mídia horrorosos e nada de receita.
Enquanto os usuários aproveitavam as inúmeras faixas novas e livres, e os músicos em atividade, especialmente os independentes, lutavam com esse canal. E quando aparecia algum desafiante (Facebook) para tomar o lugar e revolucionar, de nada adiantava, pois não incluía ferramentas relacionadas à música. Os músicos ficaram novamente na mão.
Como é o Futuro no Ponto de Vista do Napster?
Atualmente, os músicos estão se esforçando par a criar estratégias de marketing e vendas online.
E o Napster?
Gorog analisa o panorama atual de lojas de música online a La carte (como o iTunes) e sites de streaming (como o Pandora), concluindo, “Nenhum serviço descobriu como criar um modelo de negócio rentável.” Gorog afirma ver no futuro dos planos de assinaturas, pronta- entrega ilimitada de músicas. Mas, novamente, onde está o lucro dos artistas?
Antigamente eram as gravadoras que se aproveitavam dos músicos (clique aqui para ler um artigo clássico do produtor Steve Albini). Agora esta tarefa ficou na mão dos fãs, com um agradecimento especial dos desenvolvedores que focam no compartilhamento ilegal de arquivos em plataformas web.
Quais dessas ferramentas de músicas online você recomenda? Conhece algum músico que se sente frustrado com o mercado online? Alguma startup que visa ajudar os amigos artistas? Não deixe de comentar.
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