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O Melhor da Semana no RWW Brasil de 26 a 31/07/2010


O Melhor da Semana de hoje começa com certo suspense. Todos já sabíamos que este dia iria chegar, e agora está mais perto do que nunca, os endereços da internet estão acabando! Mas acalme-se, os gigantes já estão providenciando a mudança para o IPv6, dando mais espaço para continuarmos lendo e divulgando notícias. Como não poderia faltar, falamos também das startups, desta vez sobre o próprio conceito, já que muitas pessoas confundem o significado, resolvemos tentar esclarecer e também ouvir a opinião de vocês. Também demos algumas dicas para startups que não investem no branding, já que toda empresa precisa se preocupar com isso, no mundo das startups não poderia ser diferente. Uma grande notícia foi a união entre o Facebook e a Amazon, agora a recomendação chegou a outro patamar e vai ajudá-lo na escolha de presentes para seus amigos. E, finalmente, tivemos algumas lições aprendidas de SaaS, para evitar que você aprenda do jeito mais difícil.

Esse foi o melhor da semana do ReadWriteWeb Brasil, gostaram?

Contagem Regressiva! Menos de 1 Ano para Acabarem os Endereços da Internet

Fomos informados recentemente por John Curran, presidente e CEO do American Registry for Internet Numbers (ARIN), que a Internet vai ficar sem endereços, em cerca de um ano. O mesmo foi dito pelo evangelista chefe de internet da Google, Vint Cerf.

A principal razão para a preocupação? Está para acontecer uma explosão de dados na web – em grande parte, graças aos dados de sensores, redes inteligentes, RFID e outros dados da Internet das Coisas. Também podemos “culpar” o aumento de dispositivos móveis conectados à internet e o crescimento anual do conteúdo gerado pelo usuário na web.

O que é uma Startup Para Você?

O que constitui uma “startup”? Será a idade de uma empresa?  Seu tamanho? Seus investimentos de capital de risco? A sua rentabilidade? Sua posição na indústria?

Steve Jobs fala frequentemente da cultura de startup da Apple. Em um artigo do New York Times a companhia aérea Virgin America de sete anos de idade foi chamada de startup.

Startups Também Precisam Investir em Branding

Uma das maiores oportunidades que existem hoje no mundo das startups e do empreendedorismo está no campo de Branding (Construção de marca). E quando falamos em branding, não queremos dizer um investimento maior em publicidade ou no RP, e nem mesmo no amplo conceito de “marketing.” Quero dizer um foco maior na dedicação de tempo, dinheiro e esforço numa abordagem sistemática para que sua empresa seja um ícone memóravel, um pedaço de significado na cabeça das pessoas.

Já pensou no que torna a marca da Coca Cola uma imagem tão poderosa? Certamente não é a palavra, ou a logomarca. É todo um conjunto de experiências associadas aos elementos que compõem a imagem da empresa.

Amazon e Facebook, Juntos para Você Comprar Mais

A experiência de fazer compras sempre foi social, mas na web nós navegamos e compramos as coisas sozinhos, parados na frente do computador. A experiência da compra online pode em breve se tornar mais social, já que a gigante do varejo online Amazon acaba de adicionar conectividade com o Facebook para fornecer sugestões de produtos baseadas nos interesses do grafo social.

Software como Serviço: Lições Aprendidas

Dharmesh Shah, CTO e fundador da HubSpot, recentemente compartilhou seus pensamentos sobre lições aprendidas com seu produto: as idéias que ele adquiriu na startup de Saas B2B. Descrevendo-as como “lições não tão óbvias de startups SaaS,” o post de Dharmesh contém uma lista de sete observações importantes.

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O Melhor da Semana no RWW Brasil de 14 a 19/06/2010


O Melhor da Semana do RWW Brasil começa com algumas estatísticas levantadas pelo Mais Startup, um serviço que conecta empreendedores e startups facilitando os processos entre eles, que descrevem o ecossistema atual das startups brasileiras. Falando em startups, também demos algumas dicas para que sua própria equipe possa realizar uma pesquisa de mercado, evitando a terceirização do serviço e economizando dinheiro. Um interessante post do Daniel Waisberg também se destacou, falando sobre a otimização da experiência dos visitantes, ou consumidores online, as ferramentas que nos ajudam na percepção do consumidor, claro, de acordo com o produto. A Realidade Aumentada não para de nos surpreender, dessa vez ajudando na estratégia de batalha dos norte-americanos, veja mais detalhes no artigo e, acredite, você não está lendo sobre uma série Sci-Fi. E, finalmente, quem não poderia deixar de estar aqui, a Google anunciou um novo formato de publicidade no Google Maps chamado Google Tabs.

E você, gostou da semana do ReadWriteWeb Brasil? Não deixe de comentar!

Qual o Perfil dos Profissionais e das Startup Brasileiras?

O Mais Startup é um serviço brasileiro que visa conectar profissionais empreendedores e startups, facilitando a formação do empreendedor e o processo de recrutamento nestas empresas com alto potencial de crescimento. O serviço nasceu a em março deste e nós anunciamos o lançamento aqui no @rwwbr. Agora eles acabam de publicar os primeiros números do serviço e achamos as informações levantadas bastante interessantes.

Segundo a pesquisa do MaisStartup, 80% das startup brasileiras faturam entre 200 e 600 mil reais anuais e contam com entre 5 e 25 colaboradores.

Otimizando a Experiência dos Consumidores Online

Enquanto a Web se desenvolve e os consumidores tomam a rédea, marqueteiros / analistas / executivos têm a obrigação de encontrar soluções criativas para engajar os consumidores em seus sites e marcas. Hoje vivemos na era dos “prosumidores”, isto é, pessoas que já não estão mais dispostas a simplesmente consumir, mas sim em ser parte pro-ativa do processo de criação e desenvolvimento de produtos. E é quase uma obrigação moral, e sem dúvida alguma comercial, prover uma plataforma amigável e otimizada através do seu site para engajar clientes potenciais.

Google Anuncia Novo Formato Publicitário no Google Maps

O Google Maps anunciou no mês passado a chegada do Google Tags para seu serviço de mapas. Por US$25 mensais as empresas podem acrescentar informações adicionais (veja os ícones promocionais amarelos na imagem abaixo) nos registros no Google Maps. A princípio, as tags foram lançadas experimentalmente em 11 cidades. Mas recentemente elas estão se tornando disponíveis em todo o território dos Estados Unidos.

As tags aparecem abaixo do anúncio de uma empresa e possuem informações como ofertas de cupons, ofertas de vendas e URLs. Começando pelos estados onde as 11 cidades de teste estão localizadas, o objetivo é levar o recurso para todo o país norte-americano. Atualmente, o único estado que as tags estão disponíveis em todas suas cidades é o estado da Califórnia.

Realidade Aumentada Prova Seu Valor. Na Guerra!

Ao explicar o conceito de realidade aumentada para alguém que nunca tenha ouvido falar dele, muitos tendem a utilizar exemplos da vida real e da cultura pop para facilitar na compreensão. Além dos exemplos da visão do Exterminador do Futuro, também existem vários exemplos do serviço militar (o capacete do piloto de caça, por exemplo). Na verdade, o serviço militar tem desempenhado um papel significativo desde os primórdios do desenvolvimento da RA, e agora temos mais um grande case de aplicação da tecnologia.

Uma empresa de Chicago chamada Tanagram Partners está desenvolvendo uma tecnologia de realidade aumentada militar que – se desenvolvida a altura e com todo o potencial de seus protótipos – mudaria completamente o combate militar. O CEO da Tanagram Joseph Juhnke apresentou a tecnologia recentemente no evento de Realidade Aumentada em Santa Clara e empolgou a platéia com sua apresentação.

Faça Você Mesmo: Pesquisa de Mercado para Startups

Você pode estar convencido de que está para criar um negócio matador, mas se não testar a sua ideia de negócio antes de lançá-la pode encontrar muitos problemas pela frente. Mesmo que o feedback de clientes em potencial seja completamente positivo, você sempre pode aprender algo que melhore o seu produto e facilite a venda do mesmo.

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A Mobilidade e o Valor Agregado


Autor Convidado: Isabel Geo é jornalista, empreendedora e comanda a Agência de Comunicação Multiplataforma Visionello Conteúdo Inteligente.

A criação e o desenvolvimento de aplicativos para mobile tem dado uma aquecida no mercado de comunicação móvel. Atualmente são variadas as lojas que comercializam esses produtos, como a TIM App Store, Nokia Ovi Store, BlackBerry App World, Apple AppStore, Android Marketplace, entre outras. O mais interessante nesse aumento da relação exposição vs. interação móvel são as possibilidades de abertura para desenvolvedores independentes de aplicativos.

A hora para quem cria é agora. Esse momento resulta positivamente nos novos e experientes profissionais da área e em empresas especializadas em serviços móveis que estão cada vez mais em voga no mercado nacional. Dentro desse nicho em expansão estão os serviços de VAS ou SVA (Serviços de Valor Agregado), que traduz e simplifica a necessidade do cliente para um projeto bem sucedido, seja de mobilidade corporativa e marketing móvel para divulgação de um produto. Além da pesquisa em novas tendências, o valor agregado de um gadget é o poder de entender o consumidor e unificá-lo com conteúdo segmentado.

É aí que entra o uso de aplicativos diferenciados e outras novas formas de interação.

A notícia é que as operadoras estão liberando aos poucos o espaço para os profissionais enviarem seus aplicativos para venda em sites dirigidos e incorporá-los a variados modelos de celulares. Aos autônomos, a finalidade de remuneração e visibilidade para empresas, como uma vitrine de portfólio. Não é novidade que a abertura de acesso exista, o que é novo é a quantidade de companhias que oferecem um número muito maior de oportunidades.

Recentemente foi a norte-americana Qualcomm com o lançamento da plataforma Plaza Retail em parceira com a TIM Brasil e a estreia da loja do Google, a Chrome Web Store.

Já a Apple liberou oficialmente o acesso brasileiro à sua App Store para quem busca aplicativos para o iPad e iPhone e a chance de venda de criações brasileiras é uma realidade.

Hoje cerca de 75% dos usuários de internet estão em alguma rede social. Grande parte deles precisa de uma completa mobilidade, já que 36,7% deles acessam a web pelo celular e 12% acessam redes sociais diariamente. Sem contar as ações que a Pepsi, McDonald’s, Nike e Adidas entre outras marcas tem feito na rede Foursquare para trabalhar o conteúdo, levar a visibilidade da marca e criar novas experiências a esta nova rede móvel. Isso quer dizer que a mobilidade é um mercado que cresce em um ótimo ritmo todos os anos e que muitas vezes funciona como canal oficial de uma corporação que precisa firmar um relacionamento estratégico com o cliente. Para isso é preciso criar uma plataforma de marketing relevante, aumentando a usabilidade a um plano que somente agora, a partir de 2010, começa a ser concretizado.

Usabilidade em Primeiro Lugar

Para aperfeiçoar a usabilidade em novos modelos de aparelhos, os programadores desenvolveram o chamado Micro-Browsing, que é a internet “de verdade” usada pelo mobile, ou seja, as ferramentas principais de navegação estão lá e a interface consegue ser bem competitiva. Com exceção da Apple que criou um mundo paralelo para o iPhone e seus outros produtos, os recursos disponíveis em sistemas como Symbian e Java 2 ME são compatíveis em grande parte dos aparelhos à disposição do mercado.

O Google, por exemplo, lançou no começo do ano o Nexus, o primeiro smartphone da marca, que o utiliza o sistema Android (baseada no Linux) e com a sua própria loja pretende comercializar jogos, revistas e aplicativos. Além disso, o grande buscador prevê mais inovações que chegarão ao navegador e ao Google Wave, a ferramenta super comentada que antes exigia um convite para ser agregada e atualmente foi disponibilizada abertamente ao público. Já a Microsoft lançará no final do ano o Windows Phone 7. Com a versão 7, o usuário passará por uma nova experiência, integrando a loja virtual de música, o Zune Marketplace, e a versão móvel do Xbox LIVE, no qual será possível jogar com o celular.

Em boa parte dos projetos de mobilidade, as estratégias das empresas são o engajamento e mobilização de ações que complementam projetos de ativação de marca ou ações completas de marketing direto – para se ter acesso às plataformas offline ou na web. Quando o usuário deseja a interação pelo celular existem várias camadas de comunicação. Hoje é muito possível ler uma revista, usar como desktop e ter acesso a qualquer tipo de conteúdo ou serviço que já existe fora desse celular.

O que se tem pesquisado na área, os preços dos aplicativos nas lojas variam atualmente entre R$ 1,49 a R$ 49,99, mas preço nunca foi regra. A experiência do consumidor junto a uma perspectiva integrada, aliada à análise de recursos, processos e prioridades baseadas nos interesses do target serão as estratégias principais para um resultado positivo e relevante de mobilidade para a história da marca.

Ecossistema: Reciprocidade e Colaboração

A reciprocidade quando se fala em usabilidade é importante também quando se discute a facilidade de interação nos portais de aplicativos. Pode parecer fácil como subir um vídeo no youtube, mas do que adianta a Interface Multiplataforma se as ferramentas não ajudam?

A usabilidade é levada em conta com o Management Center e a Storefront na grande maioria das lojas virtuais.

Com uma experiência de usuário consistente, atraente, intuitiva e de fácil atualização, os desenvolvedores novos ou experts entendem e monitoram a execução de seus trabalhos. Muitas lojas fornecem dicas e dados relevantes de pesquisa e estudo para os profissionais. Informações diversas podem ser aproveitadas e compartilhadas também para o consumidor final, que consegue visualizar o que é importante para ele no momento. A procura por aplicativos customizados são otimizados dentro da rede, com ferramentas de recomendação entre usuários e métricas de Behavioral Targeting. Quer dizer, só são sugeridos produtos que combinem com o consumidor.

O parâmetro de indicação para os desenvolvedores funciona como um boca-a-boca e mais que isso, uns opinam sobre o trabalho dos outros e o próprio criador tem visão de comprador. Como um IdeaStorm, referência de canal de comunicação que a Dell criou e defende a concessão para os usuários sugerirem ideias de como melhorar negócios e produtos e receber todo um feedback.

Plano Pré-Pago para Internet

Foi anunciada recentemente a viabilização da primeira internet móvel pré-paga. A primeira operadora foi a TIM Brasil, mas a demora não será longa para clientes de outras companhias entrarem nesse contexto.

“Não podemos esquecer que mobile também é uma ferramenta de inclusão digital e tudo faz mais sentido quando tornamos realidade o plano do pré-pago”, apontou Daniel Gotilla, Consultor de Tendências e Inovação da operadora, em um encontro para desenvolvedores no começo de maio passado.

Sem dúvida, o celular é uma poderosa ferramenta não só de abrangência digital, mas social. A estratégia inicial é a expansão do target, que hoje na maioria atinge igualmente homens e mulheres de 15 a 24 anos das classes A, B e C.

Um problema que bate nesse desenvolvimento todo é que os 35 milhões de brasileiros que acessam a internet pelo celular estão pagando mais 20% de conta de telefone, como constatou a consultoria TNS, segundo estudo da Global Telecoms Insights 2010. Conforme os dados levantados, apesar do gasto maior, a despesa não desestimula a população, já que 70% comprará aparelhos mais sofisticados este ano, gastando R$ 492 em média, um valor 10% maior que em 2009. No compasso das contas altas e consumidores cada vez mais interessados por aparelhos avançados, o plano pré-pago será mais que um êxito.

Mercado: Acessibilidade Móvel

As lojas de aplicativos são uma febre no mundo, nos EUA é um mercado em estabilidade e por aqui acontece um processo de crescimento e efervescência. Todos estão correndo atrás da sua chance, desde fabricantes de aparelhos, operadoras às desenvolvedoras de sistemas operacionais.

“O mercado de aplicativos móveis crescerá ainda mais nos próximos anos, isso é uma aposta muito certeira. Afinal, os próprios feature phones terão qualidade para suportar aplicativos e todo o processo de obtenção de um novo aplicativo será facilitado”, explica Renato Cairo, gerente de comunicação da Pinuts Studios, especializada em tecnologia móvel. Além disso, Cairo aponta mais outros dois motivos. Um é pela questão da melhoria tecnológica dos aparelhos, em que será possível fazer aplicativos com performances cada vez melhores e com um processo de aquisição mais simples, que são duas barreiras para o usuário comum atualmente.

O outro é pela expansão das redes de dados, como a 3G e outras novas redes, que reduzirão custos e será acessível para um maior número de pessoas.

A opinião de Cairo se une a de especialistas do estudo da Consultoria TNS, que com a maior oferta de aparelhos e o investimento das operadoras em redes de alta velocidade, o brasileiro aderiu de vez à experiência de se conectar à internet pelo celular. “Mais de um milhão de usuários têm o Windows Phone (sistema da Microsoft – patamar que coloca o Brasil entre os dez principais países para a empresa)”, conclui a análise.

O crescimento de toda essa infra-estrutura, de aquisições, conexões e aplicativos é essencial para que o usuário tenha uma experiência cada vez mais simples na hora de navegar pelo telefone. Nunca é demais. No final, todo mundo está atrás de sua loja porque identifica a necessidade de um aplicativo com a sua cara.

Como começar?

  • Cairo deu dicas para encontrar as melhores lojas para venda de aplicativos. Uma das melhores listas de lojas de aplicativos é a base que a Distimo utiliza.

Nesse portal estão as principais lojas, como a Apple App Store, BlackBerry App World, Nokia Ovi Store, Android Market e o Windows Phone Marketplace.

  • O canal Plaza Retail da Qualcomm está no ar há pouco tempo. Para participar do portal, o desenvolver poderá se registrar e criar seu profile.

O coordenador explica que a ideia da WAC é estabelecer uma App Store com uma forte presença de funcionalidades para o desenvolvedor otimizar tempo. “Ele não precisa ficar pingando tanto de loja em loja para chegar ao usuário final. E com uma maior representatividade eles conseguirão rivalizar com a Store da Apple, em tese”.

Ainda em teste, o portal não entrou no ar integralmente.

Para participar, o desenvolvedor poderá enviar um email de interesse para info@wholesaleappcommunity.com.

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Guia Básico para Apresentar Sua Startup a Investidores Parte 2


Autor Convidado: Guilherme M L Cohn é analista financeiro do HorizonTI Fundo de Investimento em Empresas Emergentes Inovadoras, fundo de R$20 milhões criado pela Confrapar Participações S/A, apoioado pelo Programa Inovar Semente da FINEP, FAPEMIG, BDMG e outros 30 investidores privados.

Na primeira parte deste artigo falamos dos primeiros passos para apresentar um projeto aos VCs, nesta semana, voltamos com as últimas etapas e algumas dicas gerais para o empreendedor ao longo do projeto. Confira as últimas etapas abaixo:

Após ser Aprovado pelo Comitê de Investimento passamos à fase seguinte, a diligência. Toda as partes contábil, jurídica e de TI da Empresa serão auditadas, para evitar que se identifique, pós investimento, possíveis passivos jurídicos, trabalhistas, fiscais, dentre outros. Para facilitar esse processo de auditoria, geralmente são preenchidos formulários pré-diligência, onde a empresa declara se tem passivos e demais, gargalos na TI, etc.

O próximo passo é o investimento, mas antes, serão finalizados os contratos de aporte e participação do fundo na empresa. Após definidos os termos são assinados os instrumentos jurídicos e inicia-se a sociedade. O aporte na Empresa é geralmente feito em estágios, que dependem do cumprimento de metas, que irão variar com a natureza de seu negócio como por exemplo, faturamento, desenvolvimento de novos produtos e serviços, page-views, novos usuários, dentre outros.

Assim, o cronograma ideal de atividades seria mais ou menos assim, podendo variar:

cronogramaguia1 Guia Básico para Apresentar Sua Startup a Investidores Parte 2

Nossa estimativa é que, após a aprovação do Sumário Executivo, teremos cerca de 6 meses de contato e negociação até o investimento.

A Empresa irá receber do fundo não só o aporte, mas também auxílio na gestão, implementação de diversas práticas de governança corporativa, ajuda na contratação de executivos complementares, e envolvimento da rede de contatos dos gestores em questões relevantes ao negócio.

Dicas ao empreendedor que está buscando aporte de capital de risco

  • Estude bem essa opção de capitalização antes de submeter um projeto.
  • Faça um mapa de opções de fundos de VC: cada fundo tem uma característica distinta que pode ajudar o seu negócio.
  • Tente manter algum padrão de governança corporativa em sua empresa. Para o investidor, quanto mais transparência, melhor.
  • Mantenha seu plano de negócios sempre atualizado.
  • Vale a reflexão: é melhor do que ter 100% de pouco, ou, digamos, 50% de muito?

Gostou dos posts? Alguma dúvida, não deixe de comentar.

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Desafio Brasil 2010 – Inscreva sua Startup!


O Desafio Brasil é uma competição de startups de base tecnológica coordenada pelo GVCepe, o Centro de Estudos de Private Equity e Venture Capital da FGV. Essa é a quinta edição da competição, que atingiu mais de 140 inscrições no ano passado.

Em 2010, o evento terá seleções prévias regionais já confirmadas nos estados de Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os MICs – Microsoft Innovation Centers – desses estados irão apoiar as Regionais com a infra-estrutura para julgamento dos projetos, e coordenadores locais irão integrar fundos de investimento e investidores estaduais para mentoring dos empreendedores.

O lançamento de 2010 foi no final de abril, coberto pelo Startupi. Como muita coisa nova foi divulgada desde então e estamos perto do fim das inscrições, vamos tentar cobrir os pontos principais.

Por que é bom participar

Com o Desafio, você não só irá treinar a apresentação do seu projeto como também terá apoio e feedback de todos os envolvidos. Grupos de investidores-anjo, fundos de seed capital, grandes investidores privados, todos estarão envolvidos no processo de avaliação das startups. Se você tiver um negócio bem definido e viável, quem sabe não consegue um aporte?

O Desafio aceita inscrições de empresas de TI, energia limpa, biotecnologia e qualquer outra fortemente baseada em tecnologia. Para ver exemplos de projetos participantes em 2009, veja nosso post sobre o evento anterior.

Sua inscrição

Até o fim da primeira fase, você precisa inscrever um video-pitch e um sumário executivo sobre sua startup. Para ter exemplos de como fazer um video-pitch, veja esse da Kidux:

Outro semi-finalista da competição em 2009, o Descomplica, fez um vídeo bem mais simples mas não menos eficiente:


Ache outros vídeos como este em Desafio Brasil
Para criar o vídeo, é possível usar ferramentas simples como slides no Powerpoint, usar softwares de screen capture para mostrar seu produto, narrar e editar tudo com ferramentas simples disponíveis tanto para PC quanto para Mac.

Tudo em Inglês!

O Desafio Brasil é ligado a uma competição internacional, e os empreendedores precisarão apresentar tudo em Inglês nas semi-finais de São Paulo (plano, slides e sumário executivo). Quanto mais fluente na apresentação verbal e menos erros nos documentos, maiores suas chances de ser bem avaliado para as finais da América Latina e nos Estados Unidos.

Um requisito como esse faz sentido: para que startups brasileiras sejam competitivas em nível mundial e tenham acesso também a investidores externos, é preciso incentivar o aprendizado dos empreendedores também em habilidades que serão importantes na condução da startup. Por outro lado, a equipe do RWW imagina que isso vá reduzir bastante o número de participantes elegíveis para a final nos EUA.

E a apresentação?

Para apoiar os empreendedores a melhorarem a apresentação de seus projetos, seguem dicas úteis de Gian Carlo Martinelli, ex-coordenador do Desafio e hoje empreendedor na Batuq:

Os melhores video-pitches e sumários serão selecionados e uma parte deles poderá se apresentar pessoalmente em cada estado, já trazendo seus planos de negócio. Cada regional irá eleger 3 projetos para as semi-finais nacionais, e na última fase os 3 melhores brasileiros irão para as semi-finais latino-americanas.

Uma nota importante: todos os finalistas brasileiros terão suas apresentações filmadas, porque o julgamento da semi-final América Latina será feito remotamente. Os juízes irão assistir via Web as filmagens de São Paulo, e com o empreendedor de sobreaviso, farão perguntas e colocações no julgamento. Assim, quanto mais clara e precisa for sua apresentação na FGV, maiores suas chances de ganhar. Aproveite as Regionais para treinar bastante, e as sessões de mentoring para melhorar ao máximo seu projeto.

Corra, Falta Pouco Tempo!

As inscrições da competição foram adiadas até 8 de junho. Se você ainda não preparou seu video-pitch, é bom correr pois faltam poucos dias. Não deixe de conferir o calendário completo no site do Desafio, www.desafiobrasil2010.com. Esperamos ter os aprovados da primeira fase ainda em junho, e voltamos para falar mais sobre a segunda etapa.


Se você quiser saber mais sobre o que é uma startup, leia esse post da Aceleradora. Se você já é empreendedor e quer ler mais sobre o assunto, acompanhe a série Startup 101 do ReadWriteWeb.

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O que Startups Podem Aprender com Jogos Online? – Parte 1


Foi-se o tempo em que video-games e jogos online eram coisas para crianças e adolescentes. Hoje, o lado social, político e estratégico dos Massive Multiplayer Online Games (ou MMOGs) têm atraído muito mais a atenção de adultos, principalmente por causa da complexidade envolvida nestes jogos.

Os desafios que este tipo de jogo coloca diante dos jogadores, força-os a criar estratégias e estruturas organizacionais que tem despertado o interesse de líderes e empreendedores ao redor do mundo.

Recentemente, nós publicamos um artigo que mostra exatamente este interesse e como alguns empreendedores já vem observando o modo como os jogadores têm se comportado para resolverem problemas complexos em conjunto.

Neste artigo porém, vamos aprofundar um pouco mais neste assunto e explorar mais os aspectos que fazem de jogos como World of Wacraft e Darkfall Online bastante interessantes do ponto de vista de aprendizado para empreendedores.

Organização dos Jogadores

A estrutura básica de organização de jogadores nestes dois jogos são as guildas (ou clãs). A representação de uma guilda no mundo dos negócios seriam as próprias empresas.

Em jogos como WoW e Darkfall, os objetivos de uma guilda são diferentes, porém a estrutura organizacional é bastante semelhante.

Sempre existe um líder da guilda (CEO), um grupo de oficiais (Diretores ou Gestores) e um conselho (Board). O restante da guilda pode possuir um ou mais níveis hierárquicos dependendo do número de membros.

Objetivos, Estratégias e Processos

Em Word of Warcraft os objetivos de uma guilda giram principalmente em torno de derrotar criaturas cada vez mais poderosas e conseguir recompensas mais valiosas. Se a guilda consegue derrotar uma destas criaturas ela recebe uma recompensa que é dividida com os membros conforme critérios de participação e desempenho nas empreitadas da guilda.

A participação dos membros é acompanhada de muito perto. Em WoW existem vários tipos de personagens (classes) que poderiam ser comparados aos papéis diferentes que cada colaborador exerce dentro de uma empresa (desenvolvedores, designers, etc). Cada uma destas classes normalmente possui um coordenador, que também tem o papel de repassar todo o conhecimento da guilda com relação àquela classe para os seus coordenados e assim diminuir ao máximo a curva de aprendizado destas pessoas. Se alguém daquela classe falha, o coordenador daquela pessoa deve descobrir o porque, e tentar corrigir para garantir que não aconteça da próxima vez.

A estratégia para se alcançar um objetivo deve ficar clara para toda a guilda. Isto exige que ela seja repassada desde o líder (ou alguém que ele designar) até os membros comuns.

A comunicação desta estratégia normalmente ocorre em dois momentos. No primeiro momento, o líder (CEO) repassa a estratégia de uma forma geral para toda a guilda, explica quais são os objetivos e quais serão os responsáveis por cada tarefa. Em um segundo momento, os Coordenadores de classes, entram em detalhes sobre quando, como e o que cada um de seus coordenados deverá fazer durante a execução da estratégia.

Todos os passos da execução são medidos. O líder sabe exatamente, quanto cada membro da guilda performou. No final de cada execução, ele sabe quem são os superstars do seu time, quem são os elos fracos, e possui números suficientes para decidir o que fazer com a equipe que ele tem disponível.

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Guilda se preparando para a execução da estratégia

Ele tem todas as informações necessárias poder analisar, buscar respostas e tomar decisões que possam otimizar a estratégia.

Derrotar a criatura e atingir o objetivo depende apenas da guilda. Depende que todos executem aquele processo, exatamente como planejado. Se no final da execução o objetivo não for alcançado, os líderes discutem com a guilda para avaliar se houve uma falha de execução ou uma falha na estratégia.

Após as conclusões, a guilda se ajusta, redefine a estratégia ou mitiga os riscos de execução, seja trocando responsáveis pelos papéis críticos de lugar (colocando um jogador mais experiente por exemplo) ou modificando as atividades nos pontos que falharam.

A guilda executa o processo, avalia os resultados, aprende e se ajusta. Além disso, os líderes se organizam para percorrer este ciclo cada vez mais rapidamente, porque sabem que gastando menos tempo neste ciclo, eles podem executar a estratégia mais vezes, consequentemente aprender mais rápido e atingir a meta mais cedo.

Se o objetivo for alcançado, todos os envolvidos são gratificados com pontos de participação. Estes pontos podem ser trocados posteriormente por tesouros mais raros que a guilda conseguir.

Em WoW, alcançar um objetivo significa duas coisas: A guilda aprendeu, e a guilda executou o seu processo com perfeição.

LIÇÕES

1) Conheça seus superstars e seus elos frágeis. Eles podem comprometer sua estratégia.
2) Crie uma forma eficaz de transmitir a mensagem. Tenha certeza que todos conheçam o seu papel para que a estratégia tenha êxito.
3) Tenha pessoas acompanhando e se esforçando para diminuir a curva de aprendizado dos mais novos.
4) Escute o máximo de pessoas que puder dentro da sua organização, eles podem ter uma idéia melhor para resolver seu problema.
5) Reconheça e gratifique os responsáveis pelo sucesso de sua organização.
6) Execute, meça, aprenda e ajuste. Repita.
7) Otimize o tempo para executar o ciclo do item anterior.

CONCLUSÃO

Nós podemos relacionar WoW a uma organização que conta com a execução de um processo bem definido para atingir seus objetivos. Mas existe uma diferença, cada novo desafio da guilda requer o aprendizado de um novo processo. Daí surge a necessidade crítica de percorrer o ciclo de Execução, Medição, Apredizado e Ajuste o mais rápido possível. Quanto menos tempo este ciclo levar, mais execuções serão realizadas e mais rápido a guilda irá aprender, consequentemente seus objetivos ficam cada vez mais próximos.

No próximo artigo desta série você saberá o que é possível aprender sobre posicionamento de mercado com um MMOG chamado Darkfall Online.

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Vendendo Pelo Twitter? Domine a Arte do TwitterPitch


pitch may10 Vendendo Pelo Twitter? Domine a Arte do TwitterPitchAo longo das últimas semanas, nós destacamos algumas dicas e truques para melhorar o seu discurso de convencimento de possíveis compradores (ou investidores) o seu pitch. Se um pitch tem o objetivo de entregar uma apresentação sucinta de seu produto ou serviço, então pode ser que a limitação de 140 caracteres do Twitter se torne um ótimo lugar para fazê-lo.

Stowe Boyd é muitas vezes creditado pela ideia de fazer o pitch pelo Twitter. Ele propôs o “Twitterpitch” a fim de ajudá-lo a agendar reuniões com startups na Web 2.0 Expo em 2008.

O Twitter tem crescido em uso e aceitação desde a ideia de Boyd do Twitterpitch, e o serviço de microblogging pode ser um lugar ótimo para empreendedores lançarem suas ideias. Mas com o crescente nível da stream, você precisa ter certeza que seu pitch seja visto. Então, caso você decida usar o Twitter para lançar suas ideias, aqui estão algumas dicas para ter sucesso:

1. Pitch Público: Se você soltar suas mensagens usando a função de reply (@), suas mensagens só serão vistas por seguidores mútuos e muitas pessoas que possam ter interesse em suas ideias não perceberão. E se você utilizar a função de mensagem direta, seu tweet irá se tornar um email, sem os cuidados e a apresentação de um email bem elaborado de pitch. Claro que o tweet público corre o risco de ser perdido na stream. E uma das inconveniências do pitching pelo Twitter é que, ao contrário do elevador ou do pitch por email, você não pode moldar o seu pitch para atender o seu público. Se você quer ter um pouco mais de precisão, considere a inclusão de uma hashtag para linkar com outras conversas sobre o tema. (Isto é útil principalmente quando você pretende estar ou está em um evento.)

2. Complete o seu perfil do Twitter. Certifique-se que seu perfil tenha informações convincentes e pertinentes sobre você e sua empresa. Não se esqueça de incluir sua URL.

3. Incluir uma URL em seu tweet. Se o seu tweet for um pitch, leve o tráfego para uma página ou um blog com mais informações sobre você, sua empresa e seu serviço. Considere um link para uma página que contenha um pitch mais elaborado, e não apenas para sua home. Se você estiver usando um encurtador de URLs (como o bit.ly) ou não, é bom identificar o tipo de link, por exemplo, um link para um blog ou um vídeo, para que as pessoas saibam o que esperar quando clicarem ali.

4. Não use o Twitter apenas para o pitch. É preciso haver uma razão mais atraente para as pessoas te seguirem e prestarem atenção nos seus tweets. Se você só usa o twitter para soltar links de auto-promoção e anúncios, as chances são de que você não irá manter seus seguidores.

5. Não seja um spammer. O Twitter pode ser uma ótima maneira de espalhar a mensagem sobre seu negócio, não bombardeie seus seguidores com a mesma informação de RP.

6. Acompanhe. O Twitter oferece uma maneira de monitorar e participar de conversas em tempo real. Tenha certeza de não estar utilizando o Twitter somente para transmitir mensagens, mas que está enviando mensagens engajadas para o proveito de seus seguidores.

Há várias maneiras de enviar seu pitch pelo Twitter: por exemplo, por notícias, eventos, lançamentos de produtos, oportunidades de emprego, etc. Mas lembre-se, é importante se vender, e não apenas os seus produtos.

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Dicas de Empreendedorismo Direto do World of Warcraft


wowlogo april10 Dicas de Empreendedorismo Direto do World of WarcraftQuando o crítico de cinema Robert Ebert escreveu em seu blog que “Vídeo Games Nunca Podem Ser Considerados Arte,” ele provavelmente queria irritar a comunidade de gamers, e pelo jeito conseguiu, já que o post já atingiu mais de 3.000 comentários e muitos protestando contra Ebert.

Por outro lado, aqui está um argumento para deixar os gamers felizes. De acordo com John Seely Brown, ex-diretor da Xerox PARC, os grandes jogos de multiplayers online demonstram maneiras pelas quais os grupos podem controlar a informação e maximizar o aprendizado. Em uma palestra recente, como parte da série Stanford University’s Entrepreneurial Thought Leaders (Pensamentos de Empreendedores Líderes da Universidade de Stanford), Brown disse que guildas do World of Warcraft podem servir como modelos para empreendedores compreenderem como terem sucesso em uma economia baseada no conhecimento.

Brown incentiva os empreendedores a buscarem ideias no WoW sobre como melhorar o gerenciamento de informações e o feedback de desempenho. Brown menciona as guildas, a estrutura organizacional primária do jogo, como uma maneira de “finalizar tarefas no WoW”. Sendo que 12.000 ideias são postadas diariamente nos fóruns oficiais do WoW, Brown aponta a necessidade de ter uma guilda para processar esta informação. “Se sua guilda está caminhando para o sucesso,” diz Brown, “você tem que descobrir como fazer com que os membros de sua guilda absorvam dezenas de milhares de novas ideias.” Brown alega que a estrutura da guilda dá acesso aos grupos a informações geradas coletivamente, permitindo que eles testem, filtrem e disseminem estratégias.

wow stats Dicas de Empreendedorismo Direto do World of WarcraftAs guildas mais bem sucedidas também gravam e revisam meticulosamente suas performances. “Em termos de performance extrema”, disse Brown, “Eu nunca vi nada igual a isto. As principais guildas repassam cada passo após cada ação.” Brown elogia a forma em que os jogadores do WoW tem desenvolvido seus próprios painéis para que eles possam medir e ajustar seu próprio desempenho. Brown defende que essa vigilância do feedback ajuda e muito aos jogadores a aprenderem e pode ajudar empreendedores a medir melhor seus negócios.

Agora com mais de 12 milhões de assinantes, pode ser que o World Of Warcraft realmente seja uma incubadora para futuros empreendedores, independente da definição de “arte”.


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Qual o seu Blog Corporativo Favorito no Brasil?


blogging approaches feb10 Qual o seu Blog Corporativo Favorito no Brasil?

Recentemente fizemos uma lista de dicas de abordagem para empresas que estão começando ou querem evoluir seus blogs corporativos. O feedback dos nossos leitores foram bastante positivos e a discusão prosseguiu no twitter. Listamos alguns blogs corporativos no Brasil que na nossa opinião mandam muito bem e gostaríamos de saber a sua opinião. Qual o seu blog corporativo tupiniquim favorito? Deixe sua resposta nos comentários e iremos atualizando o post a medida que aparecerem boas sugestões.

Confira nossa seleção:

- Tecnologia Inteligente – O Blog da Vetta Labs é um dos nossos favoritos. Artigos sobre inteligência artificial, data mining, análise de linguagem natural são alguns dos nossos temas favoritos. E isso você encontra por lá!

- NaMedida – O blog da Predicta combina posts sobre Web Analytics, dicas para profissionais e divulga as últimas e tendências do mercado de publicidade online.

- Blog do Camiseteria – Se tem um blog corporativo que é um ponto de encontro de uma comunidade ao redor da marca, este é o blog do camiseteria. Se você é camiseteiro, ou que aprender sobre community management, esse você tem que assinar o RSS.

- Blog da Boo-Box – As últimas novidades de uma das mais bem sucedidas startups web brasileiras são compartilhadas com a comunidade por lá. O conteúdo é bem diversificado, passando pelos perfis de anunciantes e até mesmo como funciona a arquitetura de servidores da empresa. Vale a pena conferir.

- Blog do VideoLog – Quer saber as últimas novidades do mercado brasileiro de videos e acompanhar as novidades da maior plataforma de videos 100% brasileira? Assine o feed do Videolog!

- Praesto Convergence – Para quem se amarra em temas relacionados a área de mobile, o blog da Praesto é visita obrigatória!

- Saia do Lugar – O blog do pessoal da Empreendemia oferece dicas e manuais super interessantes e bem humorados para o empreendedor de primeira viagem, vale a pena conferir.

Se quiser mais dicas sobre como desenvolver bem seu blog corporativo vale a pena dar uma olhada no acervo de dicas do livro “Blog Corporativo“do @fabiocipriani. E caso você lembre de mais algum blog corporativo interessante, não deixe de listar nos comentários!

UPDATE:

Sugestões dos leitores:

Blog da Tecnisa: O primeiro blog corporativo do Mercado Imobiliário oferece diversas notícias e informações sobre a empresa e  o setor.

Doceblog – Blog da Doceshop: Um blog com bastante conteúdo sobre dicas para cativar clientes e empreendedorismo.

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RWW Entrevista: Marty Cagan, Autor de Inspired: Como Criar Produtos Que Seus Clientes Irão Amar.


marty cagan RWW Entrevista: Marty Cagan, Autor de Inspired: Como Criar Produtos Que Seus Clientes Irão Amar.Martin Cagan é o fundador do Silicon Valley Product Group. Ele já foi VP de Gestão de Produtos para o Ebay e passou por empresas como AOL e Netscape. Marty é hoje uma das maiores referências em gestão de produto no Vale do Silício. Ele esteve no Brasil prestando consultoria para a Startup mineira Samba Tech e nos concedeu esta entrevista.

RWW: Marty, é uma honra tê-lo no Brasil, quais as suas primeiras impressões sobre o mercado local e nossas startups?

Marty: Esta é a minha 3a viagem ao brasil, e nas vezes anteriores eu visitei a Locaweb, quando eles ainda eram menores, agora eles estão bem grandes. Essa é a minha primeira vez em Belo Horizonte e em uma startup do tamanho da Samba Tech, e estou bastante impressionado. Você já conheceu os escritórios deles? Parece muito com os do Vale do Silício. Eu já estive em vários outros lugares do mundo, mas nunca vi algo parecido. Eu não acho uma coincidência que eles estejam indo tão bem. Eles criaram um ambiente próprio, e é importante criar este tipo de ambiente, para atrair bons profissionais. Eles estão criando produtos com a mesma qualidade de produtos de lá (Vale do Silício). É interessante notar que as vezes as pessoas não tem idéia de onde ficam as grandes empresas de internet no mundo.

RWW: Um cenário comum em países em desenvolvimento é que as Startups locais tendem a ser cópias de modelos provados nos Estados Unidos e Europa. Pense em versões locais de serviços como digg, linkedin, youtube e outros. Quais as dicas que você daria aos empreendedores que estão desenvolvendo versões locais de produtos que já se provaram?

Marty: É engraçado, pois estava falando sobre isso com um VC brasileiro hoje mais cedo. Eu acho que este fenômeno é bastante normal. Eu adoro trabalhar com startups de países em desenvolvimento e as cenas começaram assim na Alemanha, India, e vários outros lugares. Uma grande parte destes países está agora aprendendo a desenvolver produtos. É uma etapa importante até que se chegue a startups que desenvolvam produtos de alto nível para competir lá fora. O caso da Samba Tech é emblemático, a tecnologia que eles desenvolvem é até mais útil no mercado americano que no Brasil.

O conselho que eu dou é não focar em ser um líder no mercado local, e sim disputar no mercado estrangeiro. Isso vem acontecendo também com várias startups no mundo. Veja o caso do Zoho, eles estão loalizados na India, mas estão disputando o mercado global.

Meu conselho para estas startups é “Pensem globalmente”, seus desenvolvedores são tão bons quanto os de qualquer outro lugar! E pense sempre em como se diferenciar, pois geralmente as grandes empresas estrangeiras tem muitos recursos e eles podem a qualquer momento entrar no seu mercado e dominá-lo. Existem vários produtos que fazem sentido apenas para os mercados locais, mas você deve pensar cedo em se diferenciar e expandir sempre que possível.

RWW: Atualmente nós vemos várias pessoas falando sobre como escolher os recursos certos para seu produto. De um lado temos Eric Ries e o pessoal do Lean Startups falando de seleção de features baseada apenas nos interesses do cliente, mas do outro temos o pessoal da 37 Signals, afirmando “Você é o seu cliente” e por isso deve produzir algo que acredita. Qual a sua opinião sobre estas abordagens?

Marty: Essa é provavelmente uma das perguntas mais inteligentes que já ouvi sobre gestão de produtos (risos…) Estou impressionado, nos Estados Unidos eles não costumam fazer perguntas difíceis assim…

No meu ponto de vista, Eric está correto, lean startups são basicamente a abordagem certa para novas startups. A 37 Signals é sem dúvida uma das minhas empresas favoritas. Mas eles estão em uma situação especial, para começar, os produtos que eles desenvolvem praticamente só atendem empresas como a deles. Este modelo tem menos chances de funcionar para empresas que possuem clientes com necessidades diferentes das da empresa. Então certamente é mais fácil testar um produto para pessoas como você, mas na maior parte dos casos, esse não é o caso mais comum.

RWW: Talvez isso seja devido ao fato de a 37 ter uma comunidade criada ao redor do seu blog, Signal vs Noise, antes de lançar o Basecamp e isso possa ter tornado a empresa mais parecida com seus clientes, ou os clientes mais parecidos com a empresa.

Marty: Sim, existe uma comunidade bem alinhada ali. Mas ironicamente, a 37 Signals usa muitas das práticas que defendemos (no SVPG), eles usam muita prototipagem, feedback dos usuários, e outras. Eles são mais diferentes no posicionamento da empresa que na prática de desenvolvimento de produtos.

RWW: Quando pensamos em lean startups e encontrar o Product/Market Fit, nós entramos em uma jornada complexa pelas necessidades do cliente e as definições do produto não são muito claras. Como gerenciar o Roadmap de um produto num cenário destes?

Marty: A maioria dos Roadmaps que os gerentes de produtos fazem não tem utilidade. Eles são apenas teoria, é o melhor palpite do gerente de produtos sobre o que o cliente quer. Em geral eles anotam um monte de especificações, entregam para os desenvolvedores e eles constroem algo que não impacta o cliente. É um processo muito pouco eficaz. Na maior parte das empresas com as quais eu trabalho, a primeira coisa que fazemos é eliminar boa parte de seus roadmaps. A menos que você tenha uma boa certeza do que seu cliente precisa, esta não é uma boa estratégia. O que você chama de Product/Market Fit, eu costumo chamar de “Product Discovery”, que é quando você descobre um produto que os clientes tem necessidade e o seu time é capaz de desenvolver.

Quase sempre você começa com uma idéia, mas ao longo do tempo ocorre uma grande virada de direção. Veja casos como Youtube, que era originalmente um site de encontros, o Flickr que nasceu como um jogo social e vários outros serviços. Tem que ser uma estratégia aberta, e comprometida com o feedback do cliente.

blocks image 3 1 RWW Entrevista: Marty Cagan, Autor de Inspired: Como Criar Produtos Que Seus Clientes Irão Amar.RWW: Quais as principais diferenças do trabalho de um gerente de produtos ao longo dos estágios de uma empresa? Quais as diferenças entre o trabalho em uma startup e uma empresa consolidada?

Marty: Eu sempre recomendo a experiência de estar em uma startup para os gerentes de produtos. Em uma grande empresa o maior desafio do gerente de produtos é proteger o sucesso que eles já tem. Então o trabalho do profissional é apenas de melhorar o produto que já existe e já está consolidado, e essa abordagem geralmente é baseada em melhoras incrementais de baixo risco, e não em inovação.  Isso pode até funcionar por algum tempo, mas geralmente estas grandes empresas percebem que isso virá a ser um problema e eles acabam precisando de ajuda. Isso não é gestão de produtos, na melhor das hipóteses é uma gestão de produtos ausente.

RWW: Para finalizar nos deixe algumas dicas para o gerente de produtos de primeira viagem.

Eu acho que este é o melhor momento para quem quer começar sua empresa e ser um empreendedor. Nas startups geralmente o gerente de produtos é um dos fundadores. E se você for por este caminho, não corra atrás de investimento, tente se virar o máximo possível com suas economias.

Outra coisa importante é pensar globalmente, mas agir com os recursos que você tem. Não importa onde você está, apenas esteja aberto a conhecer outras possibilidades e ouvir clientes de outras partes do mundo.

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