O serviço de localização do Facebook, o “Places,” está quase sendo lançado e será apenas uma API para outros serviços especializados de localização se conectarem, a princípio. Isso segundo um recente post de Caroline McCarthy da CNET.
Quando o Facebook Places for lançado, se bem executado, terá um grande impacto na experiência do usuário do Facebook, em nossos relacionamentos com os lugares que visitamos e sobre a mídia tradicional local, que sempre nos informou desses lugares ao longo dos anos.
Conexões sociais planejadas e surpresas pela cidade.
Pelo jogo, para juntar pontos e comentar dos lugares legais que as pessoas vão.
Como um diário pessoal de viagens.
Esperamos que algumas dessas motivações também sejam aplicáveis para os milhões de usuários do Facebook, e não apenas para os “poucos” usuários de serviços como o Foursquare e o Gowalla.
O Facebook já enfatiza a divulgação dos afazeres de seus amigos e família. Será que o Facebook Places irá ajudar a satisfazer o interesse das pessoas em saber sobre os lugares de suas vidas? Pelo menos é isso que o Foursquare começou a oferecer e cresceu no estilo do Facebook, o que é uma perspectiva animadora para os consumidores.
Na direita: Uma notificação do Foursquare de quando você faz o check-in perto de algum amigo, ou e alguma marca que você tenha adicionado.
No entanto, o executivo de publicidade Dave Morgan alegou que isso não será interessante para a mídia local tradicional. Dave acredita que o aumento de serviços baseados em localização, já que são altamente atraentes e fáceis de usar, vão sugar a vida da publicidade dos jornais e rádios locais. Se ele está certo, o lançamento do Facebook Places provavelmente será crítico para as mídias locais.
Preocupações dos Desenvolvedores
Caroline McCarthy também confirmou que o Facebook adquiriu o serviço de check-ins social Hot Potato, que foi relatado primeiramente pelo TechCrunch no final do mês passado. Caroline diz que o Facebook está fazendo parceria com o serviço de listagem de empresas Localeze para preencher as informações de localização. Muitos pontos surgirão ao longo da cadeia de valor para os fornecedores de dados servirem às necessidades maciças do Facebook. Quanto a empresa vai construir ou comprar? Não nos surpreenderíamos com uma parceria entre Facebook e Yelp também.
Caroline encerra sua cobertura assim:
Naturalmente, existem as complicações que deixam a comunidade de startups de serviços de localização com várias dúvidas sobre o quanto de seus dados eles terão que compartilhar com o Facebook se eles quiserem usar a nova API. Além disso, a tendência do Facebook de conseguir uma atenção negativa da imprensa sobre sua privacidade pode fazer com que as pessoas fiquem com um pé atrás em relação ao projeto.
Mas provavelmente elas não terão muita escolha. O Facebook é a maior força da web social, e está prestes a ser a maior força na geolocalização também.
O Facebook claramente é mais social que a Google, então a falta de integração anterior por parte das startups com as APIs de localização da Google não significa que a resposta também será fria para a oferta do Facebook.
Escolher se focar em uma API em vez de construir o seu próprio recurso de check-in nativo, se isso é o que a empresa realmente fará, é uma grande jogada estratégica. A empresa provavelmente provocará uma batalha dos concorrentes para ver quem irá construir o melhor aplicativo de localização pela sua plataforma, e então, comprará o vencedor. Isso pode frustrar as outras startups, mas soa como uma ótima estratégia para o Facebook e seus usuários.
No entanto, a maneira que o Facebook tem lidado com a privacidade tem causado polemica. Será que a empresa encontrará o equilíbrio entre efetuar uma mudança cultural e manter seus usuários felizes e seguros?
Muitas perguntas serão respondidas e formadas quando o serviço for lançado.
A notícia do fim do Google Wave surpreendeu grande parte da comunidade tecnológica. O serviço estava disponível há apenas um ano e tinha acabado de se juntar ao Google Apps.
A Google afirmou que não viu grande adoção do serviço. Isso pode ser verdade, mas parte da comunidade não está nada satisfeita com a decisão da Google.
A decepção foi tanta que um grupo foi criado: “Save Google Wave“, um site dedicado a manter o Google Wave de portas abertas.
O site oferece diferentes maneiras para que as pessoas expressem seu apoio para o Google Wave. Até ontem, mais de 20.000 pessoas “gostaram” da iniciativa de salvar o serviço. A conta do Twitter possui mais de 500 seguidores, mais de 400 pessoas deram retweet do site e mais de 100 votaram na notícia no Digg.
Ah, e você pode comprar uma camisa ou um button. Não estamos certos para que serve isso, talvez para dar aos desenvolvedores um pouco pelo seu trabalho de aumento da sensibilização popular. Ajudaria se eles fornecessem algum tipo de declaração.
Esses números não são impressionantes. Mas o mais esclarecedor são os emails de apoio ao Google Wave. Vários tipos de pessoas já enviaram, incluindo um físico, um estudante que está colaborando com um romance de sua namorada e um desenvolvedor de software.
“Sou um estudante de tecnologia e tenho trabalhado num romance de ficção nos últimos meses. Colaboro com a minha namorada com a história que se passa no mundo inteiro. O Google Wave é uma ótima maneira para adicionar, editar, argumentar, discordar e elaborar partes da história, tudo junto e em tempo real. Até hoje não vi nenhuma outra ferramenta que possa fazer isso. Eu adoro o serviço. Com certeza está à frente do seu tempo, e eu acho que vale a pena esperar para as pessoas descobrirem mais maneiras de usá-lo com o tempo.”
O Save Google Wave mostra a influência que uma grande empresa como a Google pode ter. A Google está lançando grande parte da tecnologia na comunidade open-source. Infelizmente, muitos dos adeptos podem não ser tecnicamente instruídos para desenvolver um serviço usando os componentes open-source. Mas talvez esses adeptos sejam muitos, o suficiente para fazer com que a Google ao menos pense um pouco mais sobre o impacto que tem quando um de seus serviços acaba.
Quando Mark Zuckerberg afirmou na conferência D8 que “Em alguns anos, as pessoas olhariam para o passado e ficariam impressionadas ao saber que os sites não se adaptavam automaticamente aos usuários antes”, ele abriu uma discussão interessante.
O OpenGraph já mostrou que agora é a hora dos sites começarem a se adaptarem aos usuários, e ele é apenas uma das maneiras de usar tecnologias que entendem quem é o usuário para facilitar o trabalho de customização.
Quando falamos pela primeira vez sobre segmentação comportamental (Behavioral Targeting ou BT, para os íntimos) aqui no ReadWriteWeb Brasil, já estávamos empolgados com o sucesso do BTBuckets, um serviço que apesar de poucos saberem, é 100% brasileiro e vem sendo desenvolvido pela Predicta. Na última semana, tivemos a oportunidade de conhecer a Predicta e conversar com Phillip Klien, Rogério Coelho, Marcelo Chabes e Arnaldo Pereira, membros do time do produto. Se você não conhece o BTBuckets, recomendamos que entre no site e faça um teste (é grátis). Se já conhece, achamos que vai gostar de saber um pouco mais sobre sua história.
Entendendo o BTBuckets
O BTBuckets agrupa usuários com características de navegação similares em segmentos definidos de acordo com seu comportamento. Pode-se alterar o idioma do site de acordo com a localização do usuário, oferecer imagens diferentes para homens e mulheres, e uma infinidade de outras possibilidades. Uma demonstração legal da utilidade do serviço ocorre no próprio site do BTBuckets: se você está no Brasil e acessa o site do serviço, verá uma bandeira brasileira que linka para uma página contando um pouco sobre a essência brasileira do serviço. A segmentação comportamental também pode ajudar com otimização de publicidade e aumento de conversões de praticamente qualquer site.
O Primeiro WebApp Brasileiro Global
O conceito do BTBuckets surgiu da necessidade de tornar a Predicta uma empresa mais inovadora. Segundo Phillip Klien, o projeto surgiu com o objetivo de ser um webapp brasileiro, mas mundialmente reconhecido. A ideia foi lançada para o time da empresa, que usou plataformas de cloud computing e um budget de 10.000 dólares para entregar em 2 meses a primeira versão do produto. Hoje, 2 anos depois, o BTBuckets já atinge 100 milhões de usuários e conta com mais de 300 clientes ativos.
Novas Integrações: WordPress, Facebook e …
O serviço vem seguindo uma linha de desenvolvimento focada na integração a outras plataformas. O BTBuckets pode ser facilmente integrado ao Google Analytics, e recentemente lançou integrações com WordPress (plugin open source) e Facebook Connect. A equipe nos contou que em breve veremos novos plugins, e estamos curiosos sobre os próximos passos da plataforma.
BTBuckets no Google I/O
O BTBuckets foi desenvolvido usando a plataforma App Engine, do Google. Este ano, 3 semanas após o fim das inscrições para o evento, o time da Predicta recebeu um convite para comparecer ao evento. Entre 180 estandes de desenvolvedores, o único de brasileiros era o do BTBuckets. E o time de engenharia da Google se impressionou bastante, levando até bronca da equipe BTBuckets.
E Então, a Startup Web Brasileira Consegue Competir Lá Fora?
Conversamos com Daniel Waisberg, membro do conselho do eMetrics Summit e pedimos suas impressões sobre o BTBuckets. Para Daniel, ”O BTBuckets é hoje uma das ferramentas mais avançadas de otimização de websites. O fato de a empresa oferecer a ferramenta de maneira gratuita e também uma integração com o Google Analytics tornam o BTBuckets um game changer, trazendo o Behavioral Targeting para as massas.”
Pela recepção da equipe do BTBuckets no Google I/O, e pelo recente destaque que a empresa recebeu na galeria de aplicações do Google Analytics, nós ousamos dizer que sim, uma startup web brasileira consegue competir lá fora. Nós temos profissionais tão bons quanto eles, e também uma cultura de startups que amadurece gradualmente. Até mesmo o cenário de capital de risco no Brasil vem amadurecendo e aumentando seus investimentos no mercado de internet.
Nós do ReadWriteWeb Brasil gostamos de ver nossas startups representando o Brasil lá fora. E você, na sua opinião, quais outras startups brasileiras tem chances de conquistar o sucesso no mercado global?
Autor Convidado: Isabel Geo é jornalista, empreendedora e comanda a Agência de Comunicação Multiplataforma Visionello Conteúdo Inteligente.
A criação e o desenvolvimento de aplicativos para mobile tem dado uma aquecida no mercado de comunicação móvel. Atualmente são variadas as lojas que comercializam esses produtos, como a TIM App Store, Nokia Ovi Store, BlackBerry App World, Apple AppStore, Android Marketplace, entre outras. O mais interessante nesse aumento da relação exposição vs. interação móvel são as possibilidades de abertura para desenvolvedores independentes de aplicativos.
A hora para quem cria é agora. Esse momento resulta positivamente nos novos e experientes profissionais da área e em empresas especializadas em serviços móveis que estão cada vez mais em voga no mercado nacional. Dentro desse nicho em expansão estão os serviços de VAS ou SVA (Serviços de Valor Agregado), que traduz e simplifica a necessidade do cliente para um projeto bem sucedido, seja de mobilidade corporativa e marketing móvel para divulgação de um produto. Além da pesquisa em novas tendências, o valor agregado de um gadget é o poder de entender o consumidor e unificá-lo com conteúdo segmentado.
É aí que entra o uso de aplicativos diferenciados e outras novas formas de interação.
A notícia é que as operadoras estão liberando aos poucos o espaço para os profissionais enviarem seus aplicativos para venda em sites dirigidos e incorporá-los a variados modelos de celulares. Aos autônomos, a finalidade de remuneração e visibilidade para empresas, como uma vitrine de portfólio. Não é novidade que a abertura de acesso exista, o que é novo é a quantidade de companhias que oferecem um número muito maior de oportunidades.
Recentemente foi a norte-americana Qualcomm com o lançamento da plataforma Plaza Retail em parceira com a TIM Brasil e a estreia da loja do Google, a Chrome Web Store.
Já a Apple liberou oficialmente o acesso brasileiro à sua App Store para quem busca aplicativos para o iPad e iPhone e a chance de venda de criações brasileiras é uma realidade.
Hoje cerca de 75% dos usuários de internet estão em alguma rede social. Grande parte deles precisa de uma completa mobilidade, já que 36,7% deles acessam a web pelo celular e 12% acessam redes sociais diariamente. Sem contar as ações que a Pepsi, McDonald’s, Nike e Adidas entre outras marcas tem feito na rede Foursquare para trabalhar o conteúdo, levar a visibilidade da marca e criar novas experiências a esta nova rede móvel. Isso quer dizer que a mobilidade é um mercado que cresce em um ótimo ritmo todos os anos e que muitas vezes funciona como canal oficial de uma corporação que precisa firmar um relacionamento estratégico com o cliente. Para isso é preciso criar uma plataforma de marketing relevante, aumentando a usabilidade a um plano que somente agora, a partir de 2010, começa a ser concretizado.
Usabilidade em Primeiro Lugar
Para aperfeiçoar a usabilidade em novos modelos de aparelhos, os programadores desenvolveram o chamado Micro-Browsing, que é a internet “de verdade” usada pelo mobile, ou seja, as ferramentas principais de navegação estão lá e a interface consegue ser bem competitiva. Com exceção da Apple que criou um mundo paralelo para o iPhone e seus outros produtos, os recursos disponíveis em sistemas como Symbian e Java 2 ME são compatíveis em grande parte dos aparelhos à disposição do mercado.
O Google, por exemplo, lançou no começo do ano o Nexus, o primeiro smartphone da marca, que o utiliza o sistema Android (baseada no Linux) e com a sua própria loja pretende comercializar jogos, revistas e aplicativos. Além disso, o grande buscador prevê mais inovações que chegarão ao navegador e ao Google Wave, a ferramenta super comentada que antes exigia um convite para ser agregada e atualmente foi disponibilizada abertamente ao público. Já a Microsoft lançará no final do ano o Windows Phone 7. Com a versão 7, o usuário passará por uma nova experiência, integrando a loja virtual de música, o Zune Marketplace, e a versão móvel do Xbox LIVE, no qual será possível jogar com o celular.
Em boa parte dos projetos de mobilidade, as estratégias das empresas são o engajamento e mobilização de ações que complementam projetos de ativação de marca ou ações completas de marketing direto – para se ter acesso às plataformas offline ou na web. Quando o usuário deseja a interação pelo celular existem várias camadas de comunicação. Hoje é muito possível ler uma revista, usar como desktop e ter acesso a qualquer tipo de conteúdo ou serviço que já existe fora desse celular.
O que se tem pesquisado na área, os preços dos aplicativos nas lojas variam atualmente entre R$ 1,49 a R$ 49,99, mas preço nunca foi regra. A experiência do consumidor junto a uma perspectiva integrada, aliada à análise de recursos, processos e prioridades baseadas nos interesses do target serão as estratégias principais para um resultado positivo e relevante de mobilidade para a história da marca.
Ecossistema: Reciprocidade e Colaboração
A reciprocidade quando se fala em usabilidade é importante também quando se discute a facilidade de interação nos portais de aplicativos. Pode parecer fácil como subir um vídeo no youtube, mas do que adianta a Interface Multiplataforma se as ferramentas não ajudam?
A usabilidade é levada em conta com o Management Center e a Storefront na grande maioria das lojas virtuais.
Com uma experiência de usuário consistente, atraente, intuitiva e de fácil atualização, os desenvolvedores novos ou experts entendem e monitoram a execução de seus trabalhos. Muitas lojas fornecem dicas e dados relevantes de pesquisa e estudo para os profissionais. Informações diversas podem ser aproveitadas e compartilhadas também para o consumidor final, que consegue visualizar o que é importante para ele no momento. A procura por aplicativos customizados são otimizados dentro da rede, com ferramentas de recomendação entre usuários e métricas de Behavioral Targeting. Quer dizer, só são sugeridos produtos que combinem com o consumidor.
O parâmetro de indicação para os desenvolvedores funciona como um boca-a-boca e mais que isso, uns opinam sobre o trabalho dos outros e o próprio criador tem visão de comprador. Como um IdeaStorm, referência de canal de comunicação que a Dell criou e defende a concessão para os usuários sugerirem ideias de como melhorar negócios e produtos e receber todo um feedback.
Plano Pré-Pago para Internet
Foi anunciada recentemente a viabilização da primeira internet móvel pré-paga. A primeira operadora foi a TIM Brasil, mas a demora não será longa para clientes de outras companhias entrarem nesse contexto.
“Não podemos esquecer que mobile também é uma ferramenta de inclusão digital e tudo faz mais sentido quando tornamos realidade o plano do pré-pago”, apontou Daniel Gotilla, Consultor de Tendências e Inovação da operadora, em um encontro para desenvolvedores no começo de maio passado.
Sem dúvida, o celular é uma poderosa ferramenta não só de abrangência digital, mas social. A estratégia inicial é a expansão do target, que hoje na maioria atinge igualmente homens e mulheres de 15 a 24 anos das classes A, B e C.
Um problema que bate nesse desenvolvimento todo é que os 35 milhões de brasileiros que acessam a internet pelo celular estão pagando mais 20% de conta de telefone, como constatou a consultoria TNS, segundo estudo da Global Telecoms Insights 2010. Conforme os dados levantados, apesar do gasto maior, a despesa não desestimula a população, já que 70% comprará aparelhos mais sofisticados este ano, gastando R$ 492 em média, um valor 10% maior que em 2009. No compasso das contas altas e consumidores cada vez mais interessados por aparelhos avançados, o plano pré-pago será mais que um êxito.
Mercado: Acessibilidade Móvel
As lojas de aplicativos são uma febre no mundo, nos EUA é um mercado em estabilidade e por aqui acontece um processo de crescimento e efervescência. Todos estão correndo atrás da sua chance, desde fabricantes de aparelhos, operadoras às desenvolvedoras de sistemas operacionais.
“O mercado de aplicativos móveis crescerá ainda mais nos próximos anos, isso é uma aposta muito certeira. Afinal, os próprios feature phones terão qualidade para suportar aplicativos e todo o processo de obtenção de um novo aplicativo será facilitado”, explica Renato Cairo, gerente de comunicação da Pinuts Studios, especializada em tecnologia móvel. Além disso, Cairo aponta mais outros dois motivos. Um é pela questão da melhoria tecnológica dos aparelhos, em que será possível fazer aplicativos com performances cada vez melhores e com um processo de aquisição mais simples, que são duas barreiras para o usuário comum atualmente.
O outro é pela expansão das redes de dados, como a 3G e outras novas redes, que reduzirão custos e será acessível para um maior número de pessoas.
A opinião de Cairo se une a de especialistas do estudo da Consultoria TNS, que com a maior oferta de aparelhos e o investimento das operadoras em redes de alta velocidade, o brasileiro aderiu de vez à experiência de se conectar à internet pelo celular. “Mais de um milhão de usuários têm o Windows Phone (sistema da Microsoft – patamar que coloca o Brasil entre os dez principais países para a empresa)”, conclui a análise.
O crescimento de toda essa infra-estrutura, de aquisições, conexões e aplicativos é essencial para que o usuário tenha uma experiência cada vez mais simples na hora de navegar pelo telefone. Nunca é demais. No final, todo mundo está atrás de sua loja porque identifica a necessidade de um aplicativo com a sua cara.
Como começar?
Cairo deu dicas para encontrar as melhores lojas para venda de aplicativos. Uma das melhores listas de lojas de aplicativos é a base que a Distimo utiliza.
Nesse portal estão as principais lojas, como a Apple App Store, BlackBerry App World, Nokia Ovi Store, Android Market e o Windows Phone Marketplace.
O coordenador explica que a ideia da WAC é estabelecer uma App Store com uma forte presença de funcionalidades para o desenvolvedor otimizar tempo. “Ele não precisa ficar pingando tanto de loja em loja para chegar ao usuário final. E com uma maior representatividade eles conseguirão rivalizar com a Store da Apple, em tese”.
Ainda em teste, o portal não entrou no ar integralmente.
Nesta semana falamos bastante sobre redes sociais, as bolas da vez foram o Facebook (ou sua pseudo alternativa), e o Orkut, a rede social dos brasileiros. O projeto Diaspora, uma rede social distribuída e open source, caso consiga fundos, pode sair do papel e virar realidade. Em relação ao Orkut, tivemos um artigo que está gerando muita controvérsia nos comentários, e nós queremos saber, você entende o sucesso do serviço? O que você acha dos usuários e qual classe reina predominante na rede social? Falando em mobile, soltamos um tutorial para o jailbreak do iPad, iPhone e iPod Touch e começamos a falar das tendências mobile para o ano de 2010. Chegamos no segundo post da série BadgeMania, falando sobre algumas táticas utilizadas em jogos online que podem lhe ajudar a desenvolver seu produto ou serviço web.
Assim como as empresas da web baseada em PC passaram anos da década de 90 se perguntando se um aplicativo desktop ou um serviço de navegador web seria a melhor escolha, em 2010 a mesma questão se aplica a aplicativos mobile.
As organizações estão se perguntando: será que devemos construir um aplicativo mobile nativo, ou um serviço mobile basedado em navegador cross-platform? Se escolherem o primeiro, qual plataforma eles devem focar primeiro? As opções são: iPhone, Android, RIM, Palm, Windows Mobile e Symbian.
O tão aguardado jailbreak para o iPhone/iPad finalmente chegou, permitindo que todos que possuem iPhone, iPad, iPod Touch com a verão mais nova do SO iPhone tenham a capacidade de desbloquear seu dispositivo e instalar aplicativos não autorizados.
Ao contrário do Android Market da Google, a app store dos telefones Android, a loja iTunes da Apple é rigidamente controlada com acesso apenas para aplicativos aprovados. Mas quem faz o jailbreak tem a chance de usar centenas de aplicativos que não estão lá, com mais controle e liberdade sobre o hardware que possui.
Antiquado, feio e povoado pelos piores elementos possíveis e imagináveis. É assim que a elite da Internet brasileira define a maior rede social brasileira. Quer dizer, a segunda maior. Explicações mais adiante.
Um pouco de história
Um caso de sucesso misterioso, vale lembrar que o Orkut trouxe muitas poucas ferramentas novas para a internet brasileira quando surgiu, ali por 2004. Fora a possibilidade de adicionar amigos e formar comunidades,que posteriormente ninguém participaria, perdia para vários outros sites gratuitos à disposição.
Naquela época, vale lembrar, scraps ainda não eram considerados spam, era tortuoso publicar fotos em seu perfil e membros de comunidades podiam enviar emails para todos os participantes.
Por que a privacidade e conectividade não podem andar de mãos dadas? Esta é a questão discutida pelos responsáveis pelo projeto Diaspora, um empreendimento ambicioso para a construção de um “anti-Facebook”, que é uma rede social distribuída e open source que promete aos usuários o total controle sobre seus dados pessoais.
Surgido a partir de uma visão de quatro estudantes de ciência da computação de NY, o projeto Diaspora substituiria a web social centralizada de hoje (sim, o Facebook) por uma rede descentralizada, continuando a oferecer algo que seja conveniente e fácil para o uso de todos.
Já falamos antes sobre como a lógica de games de aplicativos como Gowalla e Foursquare tem influenciado o desenvolvimento de aplicações online, e agora vamos analisar alguns casos e dar algumas dicas de modelos de games que podem funcionar para as mais diversas aplicações web. Apesar de alguns discordarem da utilidade desta tendência, sabemos que ela veio para ficar, e gerará toda uma nova leva de startups nos mais diversos setores. Vale lembrar que são dicas que não valem para todos os produtos ou serviços, mas podem ajudar a alavancar produtos que dependem de inputs constantes do usuário, engajamento, e envolvem criação de comunidades.
Ontem, após o lançamento do iPhone OS 4 trocamos alguns tweets empolgados comentando o novo lançamento da Apple. E como esta discussão costuma levantar os ânimos das duas partes, tentamos juntar aqui alguns pontos interessantes sobre cada uma das duas plataformas e pedimos sua opinião. Nós queremos saber: Quem é mais querido pelos nossos leitores, o Android ou o iPhone?
iPhone
A Apple provavelmente se consagrou como uma das empresas mais inovadoras da década passada com o pioneiro iPhone. Foi o primeiro smartphone pensado para navegar de verdade na internet. Pouco tempo depois, a empresa conseguiu novamente revolucionar o mercado móvel, criando seu ecossistema de aplicativos, e cativando (e também irritando) a comunidade de desenvolvedores. Todo esse mérito pode ser notado nas estatísticas do aparelho. É líder de mercado, possui uma comunidade de usuários super engajada e com isso já vendeu mais de 80 milhões de unidades.
Na nossa opinião o iPhone leva vantagem por possuir hoje um vasto arsenal de aplicativos e ter lançado ontem 2 grandes trunfos, o iAd e o Game Center. A experiência de uso do iPhone no geral é mais fluida, os aplicativos possuem interfaces mais consistentes e existem mais chances de se encontrar aquele aplicativo que só você precisa na App Store que no Android Market.
Mas tudo isso tem um preço, A Apple limita vários recursos desnecessariamente, tem políticas questionáveis com os desenvolvedores, e o iPhone é 100% dependente do iTunes. Ficar do lado do iPhone é saber que você nunca vai ter acesso ao Google Voice no seu celular e que jamais terá a liberdade de poder instalar o Opera no lugar do Safari, ou usar flash por exemplo. Além disso, o iPhone está deixando de ser o trendsetter, para incorporar o que o Android já fazia a bastante tempo: Multitasking, gestão eficiente de alertas, efeitos na câmera, entre outras coisas.
Android
O grande xodó do Google nasceu fraquinho, com várias limitações, mas carregando uma bandeira de liberdade. O Android veio para ser o inimigo da plataforma fechada da Apple, completamente Open Source e independente do iTunes. Começou com aparelhos mais lentos, maiores e mais feios que o iPhone, sem multitouch e sem uma série de outros recursos que consagraram seu concorrente. Mas o sistema evoluiu rápido. Desde seu surgimento, na forma do G1, até o primeiro celular branded do Google, o Nexus One foi uma longa caminhada e hoje o sistema está maduro.
Hoje quem quiser um aparelho com Android encontra opções tão bonitas, e com hardware de qualidade igual ou superior a do iPhone. O Android também é bastante democrático, saindo desde aparelhos mid-end até modelos top de linha, portanto pode ser uma alternativa muito interessante para quem quer um aparelho com recursos avançados e preços sem o custo da maçã atrás. Hoje já existem versões do Android portadas para carros, TVs, e netbooks, não se assuste caso em breve apareça uma geladeira com Android perto de você.
A conexão opcional com contas do Google e o suporte oficial também são outro ponto de destaque. Um aplicativo dedicado do Gmail? Só o Android tem. Sincronização nativa de contatos wireless ou 3g? Ele tem. E configurar todo o telefone apenas entrando seu gmail e sua senha parece mágica.
Trabalhar com widgets além de aplicativos é outro ponto forte. Mas como nem tudo são flores, também temos limitações:
Apesar da velocidade acelerada de crescimento, o Marketplace do Android ainda é apenas uma pequena fração da AppStore. Se você precisar de uma calculadora financeira HP12c, ou do aplicativo do Linkedin, eles não estarão lá, e isso é um saco! Por outro lado, os grandes hits do iPhone estão todos lá: Foursquare, Gowalla, Facebook, Evernote, Seesmic, WordPress, Mobile Google Analytics e outros. É uma questão de tempo, mas assim como os usuários do iPhone tem que esperar por multitasking, os usuários do Android tem que esperar, pois os aplicativos chegam depois aqui. Outro aspecto são as interfaces. A falta de moderação da Appstore do Android acaba por gerar alguns frankensteins, com interfaces péssimas. Hoje as interfaces do SO já são tão boas quanto as da Apple, mas isso ainda não é verdade para o Marketplace. Talvez seja apenas uma questão de tempo para que o ecossistema cresça e os melhores se destaquem, talvez não.
A briga está esquentando. Android e iPhone já estão quase empatados no tráfego móvel nos EUA (gráfico acima) e nós queremos saber a sua opinião:
Android vs iPhone – Quem leva a melhor?
Ps: é triste que a Microsoft não seja nem citada nesta guerra que é definitiva para as gigantes da web dos próximos anos.
A saída da busca do Google da China levanta algumas questões em relação a computação em nuvem para as empresas. Uma coisa é a rede cair. Isso pode ser consertado. Mas quando o governo impõe suas regras e faz suas restrições, isso é outra história.
Os clientes do Google Apps enfrentam este problema. A Google tem a árdua tarefa de explicar aos seus clientes o que eles podem esperar ao utilizar os serviços do Google Apps na China.
Primeiramente, é importante esclarecer que a Google não está saindo por vontade própria do mercado chinês. A Google parou de censurar seus serviços de busca: Google Search, Google News e Google Images em seu domínio chinês, www.google.cn. Mas a Google pretende continuar a fazer Pesquisa e Desenvolvimento em publicidade na China e vai manter uma presença de vendas por lá.
Mas para as pessoas que trabalham na China, isso pode causar um mal entendido. E se você estiver usando o Google Apps em Pequim? O que irá acontecer? Para manter os clientes atualizados, a Google criou um painel de status do Google Apps com atualizações diárias para mostrar o que a rede da Google está fazendo no dia a dia.
O Google Groups, o Blogger, o YouTube e o Google Sites estão bloqueados. Isso pode representar uma série de questões. Por exemplo, um cliente pode usar o Google Sites para uma intranet, site de projetos ou uma página de perfil do empregado. São muitas as questões que isso representa, mas basicamente é uma das desvantagens quando se usa serviços de computação em nuvem em um regime de repressão.
A Google tem algumas recomendações para aqueles que fazem negócios na China:
“… é importante saber que existem várias configurações de rede e tecnologias associadas disponíveis para ajudar a garantir o acesso contínuo de seus serviços de negócios importantes como Gmail, Google Calendar e Google Docs. Essas configurações de rede como a Virtual Private Network (VPN), secure shell (SSH), ou a utilização de um servidor Proxy, já estão em atividade por muitas empresas com operações em todo o mundo que servem seus usuários de diversas localidades. As empresas devem consultar sua equipe técnica, política e jurídica para encontrar a melhor solução para eles.”
Mas as empresas questionam: Onde estão os dados? Quem pode acessá-los?
A Google diz que não hospeda dados de clientes na China, e nem mesmo os funcionários da Google na China tem acesso ao sistema de aplicativos ou aos dados do cliente. Vamos ver como se desenvolve esta história.
Esta semana do RWW Brasil foi cheia! E agora você que possui um iPhone não vai perder um artigo sequer, pois essa semana lançamos nosso aplicativo para o dispositivo! A Google novamente se destacou, acabou de lançar a Google Apps Marketplace, sua loja de aplicativos formada por serviços de terceiros no ecossistema do Google Apps, e também deu outro grande passo, agora a indexação da Google é em tempo real. Anunciamos também o Yahoo! Open Hack Day de 2010 que aconteceu em São Paulo, e, para finalizar os destaques, tivemos mais um post de um autor convidado, desta vez foi o Manuel Lemos, que escreveu sobre o compilador HipHop e sobre os primeiros benchmarks brasileiros. E você o que achou da semana? Não deixe de comentar!
A Google está desenvolvendo um sistema que permitirá aos publishers o envio automático de novos conteúdos para a indexação imediata da Google. O analista de indústrias Danny Sullivan disse que este pode ser “o próximo grande capítulo” da Google.
Fomos informados há um tempo pelo Brett Slatkin, desenvolvedor-chefe do protocolo PubSubHubbub (PuSH) na Google, que ele esperava que um dia a Google iria utilizar o PuSH para indexação na web em vez dos rastreamentos de links que tem sido utilizado pelos motores de busca há muito tempo.
Para quem não sabe, o PHP é uma linguagem de programação criada em 1994 por Rasmus Lerdorf especificamente com o intuito de facilitar a geração de páginas de sites Web. A linguagem PHP pode ser usada para desenvolver outros tipos de aplicações, mas o fato de ter sido particularmente otimizada para a construção de sites Web, levou a que PHP se tenha tornado uma das linguagens mais populares da atualidade, senão a mais popular, para criação de sites Web.
De acordo com sondagem da empresa Nexen, cerca de 1/3 de todos sites no mundo usam PHP para servir as suas páginas.
Sites pequenos e grandes usam esta linguagem. Vários dos sites mais visitados do mundo usam PHP, como: Yahoo, WordPress, Wikipedia, Facebook, etc..
Essa dica é para os leitores desenvolvedores do RWW Brasil. O Yahoo! Open Hack Day, que acontece nos dias 20 e 21 de Março, em São Paulo. O evento é bem bacana e se repetir o sucesso da edição anterior em Novembro de 2008, que contou com aproximadamente 200 participantes é altamente recomendado pelo @rwwbr.
A Google lançou hoje uma loja de aplicativos composta de serviços de terceiros que integram com o ecossistema do Google Apps.
A notícia foi antecipada e correu como boato por algum tempo. Em particular, ela mostra o quanto a Google está adotando padrões abertos e alavancando sua pesquisa e a plataforma do Google Apps para atrair desenvolvedores de fora das muralhas da empresa.
Se você gosta do RWW Brasil e possui um iPhone, temos boas notícias! Sim, agora você pode nos ler enquanto está deitado no sofá. Acabamos de disponibilizar na App Store a primeira versão do nosso app. É grátis, bonito, funciona bem e você deveria instalá-lo agora mesmo!
Apesar de a maior parte do time do @rwwbr ser do time do iPhone, sabemos que o mercado Android cresce cada vez mais rápido. Apostamos na plataforma da Google e sabemos que o mercado mobile está crescendo tão rapidamente que muitas vezes é um desafio encontrar um bom aplicativo. Preparamos uma lista dos 8 aplicativos que na nossa opinião valem o download.
Any Clip
Esse aplicativo é baseado em um widget do iGoogle. Copiar e colar é um recurso básico dos sistemas operacionais modernos mas o AnyClip é uma ferramenta que permite utilizar estes recursos naturalmente como se você estivesse online. É interessamte pois permite compartilhar anotações de coisas como URLs, endereços de email, números de telefones, listas de compras e muito mais.
PingDroid
O PingDroid é um cliente da Ping.fm para o Android. A Ping.fm permite que se compartilhe atualizações das várias redes sociais com um clique. Além disso, o PingDroid é rápido e é um dos melhores apps mobile para quem se interessa por músicas online. Um dos méritos do Ping.fm é sua interface simples que facilita a navegação.
Night Clock
O Night Clock é um despertador que faz o que faz sem frescura nenhuma. Quando iniciado, o aplicativo utiliza toda a tela em modo paisagem. Basta Pressionar por alguns segundos o ícone do alto-falante irá ajustar o despertador, depois basta arrastar o dedo para esquerda ou para a direita para escolher a hora do alarme. Voce pode usar seus próprios arquivos de áudio para escolher o som do alarme. Esse aplicativo pode não ter muitas opções mas faz o trabalho bem feito e, além disso, serve também como relógio de cabeceira.
AutoLock
É sempre bom ter uma segurança a mais no bloqueio do celular , mas às vezes incomoda quando a proteção é ativada todas as vezes que a tela escurece. O AutoLock resolve esse problema permitindo que você defina o período de tempo antes que o bloqueio entre em ação. Ele também permite que você ative o bloqueio imediatamente.
PixelPipe
Nem todos usam a câmera do Android, mas quem o usa, procura uma maneira mais fácil de enviar fotos para algum lugar. O PixelPipe permite que você envie fotos para alguns sites como o Twitpic, Flickr, blogs e outros. Melhor ainda, o aplicativo funciona em várias plataformas incluindo o S60, Windows Mobile, e outras. O aplicativo é rápido e confiável.
Weather
O Weather é um aplicativo pequeno (256kb) sobre o clima. O Weather permite a visualização de várias cidades basta apenas deslizar para esquerda ou direita. A configuração do Weather é direta E sem muitos detalhes aprofundados e um pequeno gráfico com o clima de vários dias. Para mais detalhes o Weather o toca o site móvel Weather Underground. Muitos aplicativos mobile meteorológicos são cheios de gráficos com inúmeros detalhes. Tudo o que se precisa saber sobre o tempo é a variação das temperaturas, máxima e mínima, e um pequeno gráfico mostrando o tempo diário.
SMS Backup
Todos nós já desejamos salvar um SMS ou outro de vez em quando. Graças ao SMS Backup você pode salvar todos os seus SMS. Ao habilitar o IMAP para sua conta do Gmail, o SMS Backup irá enviar seus SMS para o Gmail, você então pode ler, repassar e procurar como se fosse qualquer outro email enviado ou recebido. Assim não é preciso manter as mensagens no celular mas já que você se pode visualizá-las a qualquer momento junto com seu email. Esse aplicativo também ajuda no sigilo, caso você queira guardar alguma mensagem sem que ninguém veja pelo seu celular. Os usuários do Google Apps também podem aproveitar deste serviço.
Locale
O aplicativo Locale possui uma série de opções para fazer mudanças em geral, do display até as configurações Wireless. Existem vários aplicativos que configuram seu perfil, porém grande parte é um processo manual. O a pp utiliza o GPS para determinar a localização do aparelho e então muda o perfil automaticamente de acordo com ela. Com ele você pode ter um perfil que quando está em casa, ou no trabalho, ou outro que quando estiver na casa da namorada, e tudo isso sem ao menos abrir o aplicativo. O Locale possui alguns plug-ins com uma API que permite que outros criem seus próprios plug-ins. Até agora o aplicativo possui 2 plug-ins, do Twitter e SMS, permitindo o envio de mensagens através de ambos.
Desde a formação da Open Handset Alliance, o grupo de empresas dedicado ao desenvolvimento de padrões abertos para dispositivos móveis, do qual o Google faz parte, existem especulações sobre o Google Phone, um suposto aparelho celular inteiramente desenvolvido pelo Google. Isso foi em Novembro de 2007. O Google já havia comprado a Android Inc. (uma pequena startup que fazia softwares para celulares) há mais de um ano e já estava registrando patentes que indicavam que ele estava de olho no mercado mobile.
Mas ao invés de lançar o então chamado gPhone o Google anunciou juntamente com a recém-formada Open Handset Alliance, o Android: Um novo e poderoso sistema operacional para celulares baseado em um Kernel linux. Com o apoio de dezenas de empresas e a liderança do Google, em menos de um ano o primeiro celular beaseado no sistema, o HTC Dream (também conhecido como G1) chegou ao mercado. Quase simultaneamente, o código-fonte do Android foi aberto, sob licença Apache, gratuita.
Agora, passados 14 meses desde o primeiro celular com Android, o Google parece estar finalmente pronto para lançar o seu próprio aparelho. Fruto da extremamente bem-sucedida parceria com a taiwanesa HTC, o Nexus 1 será o celular Android mais poderoso do mercado. As evidências de sua existência e de suas características são fartas e mantêm as expectativas em alta apesar do anúncio oficial ainda não ter sido feito. Anúncio este, que é esperado para o próximo dia 5 de Janeiro. Nesta data o Google fará uma coletiva de imprensa na sua sede em Mountain View, Califórnia, para falar de um lançamento para o Android. Conforme o convite para a imprensa:
Com o lançamento do primeiro dispositivo Android há pouco mais de um ano atrás, nós vimos como uma plataforma poderosa e aberta pode estimular produtos móveis inovadores. E isto é apenas o começo do que é possível.Por favor, juntem-se a nós em Mountain View no dia 5 de Janeiro, para uma conferência de imprensa sobre o Android.
Mas caso os rumores se confirmem e o anúncio for mesmo o do Nexus 1, o que mudaria?
Ao contrário do que foi publicado dezenas de vezes desde o lançamento do iPhone, nunca existiu um “iPhone Killer”. Nunca foi possível atingir a sofisticação técnica e o polimento da interface que a Apple conseguiu com o iPhone. Os que tentaram imitá-lo ou mais ambiciosamente ainda, superá-lo, ou falharam e criaram aparelhos medíocres ou caíram em outra categoria e não competem diretamente com ele.
Não quero me apressar em dizer que o Nexus 1 seria o tal iPhone killer, pois ele não é. Mas ele muda as regras do jogo. Ele tem o tamanho parecido com o do iPhone, uma tela maior e mais bonita, é mais rápido, tem o custo um pouco mais baixo, também possui um nome de peso por trás e não está atrelado em operadora nenhuma (nos EUA o iPhone é exclusivo da AT&T). Seu Marketplace, mesmo ainda não possuindo a mesma variedade da AppStore do iPhone possui uma comunidade ativa e vibrante: O número de aplicativos disponíveis não para de aumentar e 60% deles são gratuitos (contra 30% dos da AppStore). O Android já provou em outros aparelhos, como no Motorola Milestone e HTC Hero que é capaz de uma experiência de uso à altura do iPhone OS.
Isso quer dizer não que o Nexus vá massacrar o iPhone, mas sim que o consumidor que quiser um ótimo smartphone, fácil de usar, bonito e cheio de recursos terá uma alternativa de compra que não vem com uma maçã brilhante nas costas. E isso já é uma grande mudança.