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Mercado Web Latino Americano Chamando Atenção no Exterior – Brasil is Hot!


Essa semana o blog americano VentureBeat evidenciou a força do mercado latino americano, que ostenta a taxa de crescimento mais alta do mundo, como algo impossível de ser ignorado. De acordo com a Comscore, a região representa 8% da audiência global da web, e os moradores possuem a maior média de tempo online do mundo. O blog ainda coloca o Brasil em destaque quando se trata do e-commerce. Diferente dos outros países da região latina, nosso país representa mais da metade do mercado de varejo e-commerce com apenas 34% dos usuários de internet da região. Ainda de acordo com o VentureBeat, o Brasil se tornou um player mais visível graças a sua economia como sendo uma das que cresce mais rápido no mundo, com algumas grandes compras de empresas brasileiras no EUA, e também por ser anfitrião das próximas Copa e Olimpíadas.

O VentureBeat também mencionou o mercado de comércio eletrônico no Brasil que está quente e nós estamos de olho. Nós recentemente destacamos neste setor o Peixe Urbano sendo o pioneiro por aqui, abrindo as portas para muitos outros como o serviço brasileiro Clickon que recebeu um aporte de 17 milhões de reais e o próprio Groupon que está se preparando para começar suas operações em território tupiniquim. O blog americano também citou a recente compra de 91% do site Buscapé por 342 milhões de dólares pelo grupo Naspers, que também realizou um investimento de aproximadamente 17 milhões de dólares na rede social de compras privada BrandsClub.

No artigo tivemos também exemplos de empreendedores e investidores como Michael Nicklas e James Gray, que já enxergaram o potencial brasileiro e investiram em startups por aqui.

Era de se esperar um certo aumento de credibilidade do mercado brasileiro e latino americano, mas com o ritmo acelerado que os produtos e serviços de startups brasileiras estão crescendo, podemos esperar ainda mais novidades no decorrer deste ano. E você, leu o artigo do VentureBeat? Não deixe de conferir!

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A Economia da Atenção e a Web em Tempo Real: Leia Agora!


O rápido crescimento do volume de informação com que lidamos no dia a dia gera a escassez da nossa atenção. A idéia em si não é tão nova, tendo sido explorada a fundo por Thomas Davenport e John Beck no livro “A Economia da Atenção”. O processo se acelerou, primeiro com a Web 2.0 e agora com a Web de tempo real. Com isso as pessoas passam cada vez mais rapidamente pelas sua fontes de informação, como RSS, caixas de email – muitas vezes de forma totalmente superficial – e precisam confiar mais em filtros e recomendações para se informar.

Resultado: a atenção das pessoas virou um patrimônio escasso. Quem a possui pode através dela desenvolver seu próprio negócio.

Com o crescimento do que chamamos de a web em tempo real, ou a real-time web, o conceito da economia da atenção se reforça e gera algumas implicações interessantes. Neste post vamos analisar algumas delas e contextualizá-las em um mercado que vem crescendo no mundo todo, incluindo o Brasil (com serviços como o migre.me , zapt.in e buzzvolume ).

Real-Time, Atenção e a Old Media

Quando se fala em real-time, a primeira coisa que vem a cabeça é o Twitter e seus trending topics – dados consolidados que mostram o que vem recebendo atenção das pessoas em tempo real. Não é um conceito novo: o Google faz este tipo de análise em serviços como o Google Trends e o Hot Trends, mas o assunto ganhou força com o crescimento dos serviços que se propõem a trabalhar em tempo real.

Os grandes players da chamada “Old Media” (jornais, TV, rádio) ainda têm muito que aprender com os veículos digitais. Blogs e portais se acostumaram a reformatar seu conteúdo em altíssima velocidade. Com os serviços de tempo real, combinados aos dados de atenção dos usuários, pode-se mudar a maneira como a mídia, o comércio eletrônico e outros lidam com seus usuários e fazem negócios.

Os dados de atenção das pessoas tem grande valor para qualquer player de mídia, pois uma vez que haja conhecimento do que interessa às pessoas em um dado momento, não existe mais a necessidade de se produzir conteúdo por tentativa e erro (como ainda é feito em muitos veículos). Na web de tempo real, os donos dos bancos de dados de atenção real-time podem lucrar oferecendo relatórios agregados e anonimizados para qualquer empresa que depende de atenção ou audiência para se manter em evidência.

Atencão Versus Opinião

Uma das mudanças na direção da atenção com relação aos serviços da geração anterior é a forma como os dados são captados.

Serviços como o Digg, que dependem de votos, e também serviços que dependem de engajamento ativo como comentários, retweets, links e outros dados captados ativamente, acabam tendo menos velocidade para identificar os pontos de atenção das pessoas – o que inviabiliza sua competição com os players que trabalham em real-time.

Os novos serviços (como o migre.me ou o bit.ly) captam passivamente dados de tempo real, que depois podem ser agregados e comparados com todo o conjunto, gerando um mapa de onde um conjunto de pessoas está olhando em um determinado momento. Um exemplo é o migre.me, que representa no Brasil uma imagem do está passando pelos olhos da Twittosfera (e da blogosfera em menor grau). A diferença é que estes serviços medem unicamente a atenção e não a opinião dos usuários. Mas será que a opinião é tão importante?

Atenção vs Qualidade

Qualidade e relevância também são um fator chave para os veículos de mídias, mas são variáveis que não entram na equação que determina atenção das pessoas. Neste cenário, tende-se a valorizar primeiro o mais rápido – e não o melhor.

Suponhamos que muitas pessoas estejam dando atenção a um tópico específico, visitando sites sobre o assunto. Uma distinção importante a ser feita é que na economia de atenção a qualidade é apenas um fator pontual, e ele não é medido pela atenção. Portanto pode-se esperar que as notícias sobre o assunto de serviços como o Digg, ou o Tweetmeme, tenham mais qualidade e relevância do que os serviços que agregam dados de navegação, como o bit.ly ou migre.me (dado a necessidade de engajamento para geração do seu ranking).

O interesse das pessoas por um determinado assunto em um determinado momento não significa necessariamente qualidade do ponto de atenção. Segundo Manoel Lemos, fundador da Webco (BlogBlogs, Brasigo) e um dos pioneiros a desenvolver serviços de real-time no Brasil, com o Livestream em 2008, não há dúvidas de que a web real-time veio para ficar, mas ela traz um desafio enorme: separar sinal do ruído.

O Pagerank, que mede a qualidade de links (votos) recebidos por uma página, é interessante para se priorizar a relevância entre itens relacionados, mas não pode ser utilizado num contexto em que se visa identificar a atenção das pessoas. Já o Google Zeitgeist – os dados de termos de buscas que o Google armazena – é certamente um dos maiores banco de dados de atenção/intenção que existe no mundo.

Busca vs Real Time Trending

Recentemente o TechCrunch divulgou que apenas 2% dos trending topics do Twitter batem com os trending topics do Google Zeitgeist. O fato levanta um questionamento: se ambos são bancos de dados de para onde as atenções das pessoas se voltam em um determinado momento, por que tamanha diferença?

Uma suposição é de que as pessoas tendem a buscar sobre o que elas não dominam, mas tendem a falar sobre o que elas sabem ou acreditam saber. Outro possível aspecto é que a curva de envolvimento para fazer uma busca é maior do que simplesmente perguntar as pessoas com as quais você se relaciona (pense naquele amigo que liga para você para perguntar como consertar o PC antes de ir ao Google).

Pode-se também alegar que o universo de usuários do Twitter contém uma massa peculiar de usuários, fato que restringe a efetividade dos seus dados de atenção, mas o fato de todos os olhares se voltarem para o twitter em momentos como logo após a morte do Michael Jackson, ajuda a desmontar este argumento, comprovando a imediatez do serviço.

É fato que a natureza do serviço mudou o jogo e vem trazendo diversas alterações nos modelos de negócio dos seus concorrentes. O Facebook passou a valorizar mais os updates. O Google adicionou resultados de tempo real na busca e lançou o Buzz. E agora, qual a próxima  grande mudança que será provocada na web pela internet de tempo real? Não sabemos, mas temos certeza que ela acontecerá rápido.

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Nossas Previsões para 2010


crystal ball1 Nossas Previsões para 2010Anualmente o ReadWriteWeb Global faz suas previsões para o ano que se inicia. Na nossa estréia nestes palpites, resolvemos juntar alguns membros do time para fazerem suas apostas para o cenário brasileiro em 2010. Esperamos que vocês gostem!

Diego Gomes@dttg

1) Vamos ter um grande crescimento em um mercado que já é grande lá fora e ainda quase inexistente por aqui. Serviços B2B focados em pequenas empresas (B2SB, ou business to small business) adaptados ao gosto local tem grande potencial na web brasileira. Ferramentas como Saas para gestão de projetos (a la basecamp) e ERPs simplificados vão cair no gosto do público local. As PME’s tem demanda por este tipo de serviços, e já existem pequenos players tentando suprir esta necessidade no nosso mercado.

2) Haverá mais funding e teremos 2 ou 3 cases notáveis de investimentos em Internet no Brasil. Em 2008, tivemos um investimento de cerca de 5 milhões de dólares na Power.com, mas com a crise internacional, em 2009 não houve cases parecidos. Como o Brasil saiu quase ileso da crise e com o aumento da disponibilidade de verba governamental para startups, (PRIME, Subvenção Econômica, etc) teremos um crescimento também no número de fundos de Seed e Venture Capital privados Brasileiros.

3) O Orkut vai, (ou pelo menos deveria) lançar um serviço de autenticação a la Facebook Connect, para poder competir com a facilidade de autenticação e integração em serviços que seu concorrente oferece e ele ainda não. Se o Facebook connect está se tornando o ID padrão da web nos EUA, o Orkut é o único serviço que poderia oferecer o RG da web brasileira. O Google Friend Connect ainda não se mostrou realmente útil neste sentido.

4) Social Media vai virar negócio e dar lucro. Com o amadurecimento do mercado, tudo será medido e vendido para as grandes empresas em forma de ferramentas de colaboração e comunicação. O consultor de mídias sociais porém, começa a desaparecer do mercado. É a volta do profissional de marketing e comunicação integrados.

Carlos Ribeiro@carribeiro

1) Uma tendência interessante é a tropicalização profissional de serviços bem sucedidos no exterior, indo além da simples cópia e se estabelecendo como negócios locais. O ColheitaFeliz é um exemplo dessa tendência: é mais do que uma mera tradução do FarmVille, porque foi adaptado para o Orkut (que é uma febre local). O processo tende a se tornar cada vez mais profissional, exigindo capacidade de execução e foco em negócios/resultado.

2) Os grandes grupos de mídia brasileiros tem sido relativamente bem sucedidos com seus portais, mas irão começar a sofrer o impacto da Internet em seus resultados da mesma forma que já se vê no restante do mundo. Dois pilares do setor serão atacados: primeiro, os classificados eletrônicos, que ainda não tem um representante independente à altura (não sei se o OLX conseguirá se tornar realmente popular por aqui, mas o espaço existe e deverá ser ocupado em breve), além do noticiário propriamente dito. O noticiário alternativo no Brasil nunca foi muito além de tentativas idealistas ou amadoras, mas agora estamos nos aproximando de ter massa crítica para criar jornalismo local e de tempo real em blogs, Twitter, etc. É uma mudança com potencial revolucionário, especialmente com a eleição presidencial que se aproxima.

3) Deverá haver uma forte consolidação de vários segmentos em torno de um número menor de empresas. Exemplos: games para celular, aplicativos para Orkut, etc. É possível que alguém saia comprando outros e incorporando à sua rede. A IdéiasNet tem feito isso com os negócios dela, mas o processo deve se acelerar.

Eduardo Bilman@dubilman

1) Crescimento do e-commerce, principalmente devido às classes CDE. Os lançamentos de 2009 relacionados ao e-commerce das Casas Bahia, que posteriormente se fundiram com o Pão de Açúcar e preparam o lançamento de uma loja virtual própria, fundamentam o crescimento esperado para 2010, já que combinam o seu público principal e a penetração da internet nessas classes.
O potencial do e-commerce é ainda aumentando devido aos aplicativos móveis previstos e a maior facilidade de compra de eletrônicos estrangeiros, como vimos com o Kindle da Amazon e novos produtos a serem lançados – os tão esperados tablets da Apple, HP e outras.

2) Utilização de carteiras virtuais e pagamentos online prometem crescer em 2010, mas ainda mornos no Brasil, com maiores esperanças para 2011. A utilização maciça de serviços como PagSeguro e MoIP, por exemplo, parecem ainda se restringirem a sites de comércio eletrônico, apesar do potencial que podem ter para o consumidor final. A possibilidade de transferências via PayPal para bancos brasileiros, conforme anunciado pelo ReadWriteWeb Brasil, trazem uma nova visão e oportunidade para os usuários finais, além da ascensão de conceitos firmados pelo sucesso do Mint em startups brasileiras. Resta observar as taxas impostas por esses serviços.

3) Cloud computing crescendo bastante no mercado local, em diversos setores. Serviços como o do Google Apps parecem ter que quebrar barreiras ainda, principalmente nas grandes empresas, que estão adaptadas aos seus sistemas de email e documentos e pagam milhões à Microsoft para licenças de uso. Alguns passos maiores já foram tomados por empresas como Genentech e o Governo de Los Angeles, nos Estados Unidos, com aproximadamente 17 mil e 30 mil contas no Google Apps, respectivamente. Essas são possibilidades que podem surgir no Brasil, principalmente devido a custos bem reduzidos, apesar de ser uma grande quebra de paradigma e mudança cultural.
Edmar Ferreira@edmarferreira

1) Aumento de startups na área de enterprise mashups, fruto do crescimento de Google Apps e do novo Office online.
2) Social Games continuam em alta. Com o sucesso do Colheita Feliz aqui no Brasil, teremos um grande volume de jogos – em sua maioria, cópias de jogos gringos.
3) Aumento de eventos, cursos e gurus em startups no Brasil, reflexo do possível aumento de funding.

João Pedro Resende@_jpr

1) Sou da linha que acredita na maior popularização do eCommerce e o crescimento da importância/utilização dos motores de pagamento e transferência online. Ainda arrisco dizer que o crescimento do PayPal irá superar notavelmente o crescimento dos concorrentes e será travada uma boa briga entre o líder PagSeguro e o serviço estrangeiro.

2) Começaremos a ver uma onda terceirização da área de TI das pequenas e médias empresas em serviços de Cloud. AWS, Windows Azure, Rackspace já possuem tecnologia disponível para mudar completamente a forma como a “infra de TI” existe dentro das empresas. A mudança cultural ainda demora um pouco, mas acredito que daqui pra frente ficará cada vez mais difícil encontrar a “salinha gelada do servidor” principalmente nas empresas que estão surgindo agora. Em 2010 as consultorias neste tipo de serviço vão ganhar muita força e o mercado estará no melhor momento para quem quiser se aventurar neste segmento.

3) Veremos aumento de capital de risco disponível no Brasil, e mesmo com a anunciada retração dos investimentos em capital semente nos EUA, acredito que no Brasil a tendência seja oposta. A força com que o país está saindo da crise favorece um período de grande investimento (inclusive de capital estrangeiro), e neste momento acredito que o mercado de capital semente pode se beneficiar muito no Brasil.
4) Haverá um aumento notável em usuários de tecnologia VOIP no celular. A grande campanha dos serviços 3G das operadoras favorece este aumento, e isto pode finalmente colocar as operadoras em um caminho sem volta para mudar a forma como são tarifadas nossas ligações. As possibilidades são animadoras!

Bom pessoal, estas são algumas das nossas apostas para 2010. Você concorda? Quer adicionar alguma previsão? Deixe um comentário.

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Como Aumentar a Conversão nas suas Vendas?


Nota do Editor: Nós oferecemos a nossos parceiros/patrocinadores um espaço para assuntos que consideramos interessantes. Informamos aos nossos leitores que os posts são escritos por patrocinadores, mas acreditamos que eles sejam úteis e interessantes para vocês. Esperamos que vocês gostem do post e caso se interessem, testem o produto do nosso patrocinador.

Por Dennis Ferreira, Gerente do PagSeguro UOL

Um dos assuntos mais relevantes, porém pouco discutidos em fóruns de negócios online ou offline, é o percentual de conversão de vendas. No mercado de Internet as informações estão disponíveis, mas são poucos os estudos específicos dando dicas para aumentar a conversão. A taxa de conversão é o total de vendas sobre algum outro denominador, que pode ser pedidos, cadastros, clicks em anúncios, visitas em seu site, pagamentos iniciados, etc.

Depois que você atraiu o usuário ao seu site, e analisou a conversão de visitas sobre anúncios, precisa estudar o que acontece dentro do seu site. Dentro do site, três indicadores podem ser considerados os mais relevantes para praticamente qualquer operação de comércio eletrônico:

  1. conversão de vendas em relação às visitas em seu site,
  2. conversão de vendas em relação aos pedidos gerados,
  3. conversão de vendas em relação aos pagamentos iniciados.

Imagine que 100 mil pessoas visitem seu site, 10 mil efetuem pedidos, 5 mil concluam os pagamentos, e desses 4 mil tenham seus pagamentos aprovados. Nesse exemplo teríamos:

  1. Conversão de pagamentos aprovados em relação às visitas em seu site: 4% (4/100)
  2. Conversão de pagamentos aprovados em relação aos pedidos iniciados: 40% (4/10)
  3. Conversão de pagamentos aprovados em relação aos pagamentos iniciados: 80% (4/5)

Ao analisar esses números, logo penso em comparar com outros indicadores de média de mercado, porém há poucos setores que compartilham esses números. É pouco provável que o seu concorrente concorde em abrir números de conversão de pedidos para criar um indicador da indústria. É quase impossível encontrar respostas para perguntas como “Qual a média do mercado?” ou “Meu negócio está indo bem nesse quesito?” sem comparar o indicador com algo semelhante, comparando banana com banana. Na ausência de fontes de comparação, compare com seu histórico. Ninguém melhor que você mesmo para saber o pode ter afetado a taxa de conversão de seus pedidos.

O que pode afetar a conversão do meu pedido?

Citando Michael Porter, fatores internos e externos podem afetar a conversão de seus pedidos. Os fatores externos são ações da concorrência, fatores legais e políticos, até mesmo um apagão é um fator externo, pois se a conexão do usuário cair ou se seu site sair do ar, a pessoa que clicou em seu anúncio não vai conseguir concluir o pagamento. Fatores internos são facilmente conhecidos, são caminhos críticos no processo de vendas de seu negócio. Como exemplo, posso citar:

Item

o que fazer para
aumentar a conversão

ações da concorrência

antecipe-se às ações da concorrência e lance antes as
promoções e ofertas que você sabe que vão aumentar suas vendas. se preferir, escolha não bater de frente quando você é o desafiante de um líder de mercado, pois você vai gastar muito mais para converter uma oferta que tem um
forte competidor.

comunicação e anúncios

acerte em cheio seu público alvo e evite dispersão, que
derruba a taxa de conversão

preço das ofertas

ofereça preços mais baixos e melhores condições de
pagamento para aumentar a conversão

credibilidade

use todas ferramentas para aumentar a credibilidade, e
o consumidor vai confiar mais em você, aumentando a conversão

atendimento

entrega rápida e repostas rápidas às dúvidas enviadas
ao seu atendimento vão aumentar a credibilidade, e a médio prazo, aumenta a conversão

logística

seja produto ou serviço, quanto mais rápido você
entregar o que vendeu, mais confiança e credibilidade, levando a maior conversão

pagamento

quanto mais meios (cartão, débito, boleto, etc) e formas (à vista, a prazo) de pagamento mais
consumidores poderão comprar o que voce vende

checkout

quanto mais simples, fácil e seguro for seu checkout (processo iniciado com o botão “comprar” e
encerrado com a tela “seu pagamento foi recebido, obrigado”.

Pagamento

Quando você buscar soluções de pagamento, verifique qual solução de pagamento online oferece mais meios de pagamento. Uma solução completa cobre o maior número de potenciais pagantes. Cada novo meio de pagamento que você acrescenta à sua loja passa a permitir que os usuários daquele banco ou bandeira de cartão de crédito tenham a oportunidade de comprar em sua loja, ou mesmo efetuar uma doação, no caso de blogs e ONGs.

Se o seu negócio tem um ticket médio acima de R$ 100,00 faz ainda mais sentido você oferecer parcelamento no cartão de crédito. O Brasil inovou e é um dos únicos países no mundo em que mais da metade das vendas são parceladas. Se a parcela cabe no orçamento do mês, o consumidor compra. Busque oferecer o maior número de parcelas possível. Cuidado como fluxo de caixa, pois há serviços de pagamento online que só lhe repassam o pagamento em 30, 60, 90 dias e isso vai comprometer o seu fluxo de caixa, o coração financeiro de sua empresa ou negócio. Sem ele, não há produtos ou serviços a entregar.

Checkout

O momento do checkout é o mais crítico no processo de venda online. Cálculo de frete, coleta de informações pessoais e de pagamento são os momentos da verdade do consumidor, que está muitas vezes agindo por impulso, e qualquer obstáculo por menor que seja, complica o processo e a venda pode ser perdida para sempre. Carrinhos de compra abandonados raramente são novamente convertidos em vendas.

No caso do PagSeguro, recomendamos aos nossos lojistas que customizem o checkout com suas cores, logotipo, evitar usar email gratuito na conta PagSeguro, e ter um processo de cálculo de frete muito simples. Particularmente gosto muito do cálculo de frete baseado em CEP, que ao mesmo tempo que coleta-se informação de cadastro, coleta-se informação de frete. Outra solução interessante é a forma de cálculo de frete das lojas da FastCommerce, que apenas pergunta ao usuário seu Estado e Cidade, e se é capital ou interior. Mas sem dúvida a melhor solução é dar frete grátis, pois além de aumentar a atratividade do anúncio, facilita o checkout.

Durante o checkout não é a hora de interrogar o comprador. Solicitar profissão, sexo, idade, como você ficou sabendo da gente, ou outras informações que são relevantes para marketing, mas irrelevantes para vendas no momento da compra vai derrubar sua conversão de vendas. Se você quer fazer uma pesquisa, o momento de compra definitivamente não é o melhor. Prefira pesquisar depois que ele concluir o pagamento, para não perder a venda.

Conclusão

Não há mágica. Você é o que você mede e mensura. Se você quer aumentar resultados, defina quais são os indicadores importantes, monitore, meça, acompanhe e defina formas de incrementar. Já que citei vários clichês, cabe mais um: “os números não mentem jamais”.

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Operação Matrix: Possível Ameaça ao Modelo de Negócios do Mercado Livre?


logo mercadolivre Operação Matrix: Possível Ameaça ao Modelo de Negócios do Mercado Livre?A Secretaria de Fazenda de São Paulo, em conjunto com a Receita Federal e a Polícia Civil, deflagraram na última terça-feira, 17/11/2009, a Operação “Matrix” que visa combater os crimes de sonegação fiscal, com foco em investigação do mercado de comércio eletrônico.

A operação está fiscalizando sites intermediadores de transações online, e sites de leilão, que oferecem espaço para que vendedores anunciem e vendam seus produtos pela internet.

Hoje, o principal player e alvo no segmento de leilões para comércio eletrônico no Brasil é Mercado Livre, que também é o segundo no mundo, só perdendo para o Ebay. Segundo cálculos da Receita, dez alvos da investigação comercializam R$ 60 milhões por ano via MercadoLivre, mas só declaram às autoridade fiscais vendas de R$ 2 milhões, cerca de 4% do volume total de vendas.

O Mercado Livre foi notificado a prestar esclarecimentos sobre as transações feitas nos últimos cinco anos, fornecendo dados dos seus 200 maiores usuários em volume de vendas. A empresa hoje é responsável por uma grande parcela do mercado de ecommerce no Brasil, consolidado pelo seu crescimento acelerado e um longo histórico de aquisições de empresas como Lokau, Ibazar e Arremate.

O modelo de negócios do Mercado Livre é baseado diretamente em intermediação de transações, pelas quais a empresa recebe comissões e cobra tarifas sobre vendas e anúncios. Serviços como o Mercado Pago acabam vinculando a empresa diretamente as transações, ao passo que ela assume responsabilidades sobre recebimento dos produtos pelos compradores e não emite notas fiscais para os compradores neste processo.

Mercado Pago

Apesar de os termos de uso do serviço informarem que ele não é responsável pelas transações, em uma breve busca, pode-se notar grande descontentamento da base de usuários do ML com a empresa. Petições online, blogs e fóruns de reclamações sobre a qualidade dos serviços prestados, a responsabilidade da empresa sobre as transações realizadas e as altas tarifas são extremamente comuns de serem encontrados (1) (2).

A empresa se defendeu, e postou um comunicado no blog do CEO do ML, Stelleo Tolda, isentando a empresa da responsabilidade pelas transações realizadas em sua plataforma,  conforme o trecho abaixo:

O MercadoLivre é uma companhia de tecnologia que oferece soluções de comércio eletrônico para que pessoas e empresas possam comprar, vender, pagar e anunciar na Internet produtos novos e usados, além de serviços. É sempre importante ressaltar que a plataforma não comercializa, mas hospeda as ofertas e dispõe de uma série de ferramentas e processos, inclusive equipes de monitoramento em tempo integral, para oferecer um ambiente seguro para as operações de seus usuários.

O Mercado Livre, já esteve envolvido em ações judiciais anteriormente e em algumas delas foi condenado e responsabilizado pela intermediação dos produtos. Em um caso recente, no qual a empresa foi condenada a indenizar um usuário, o relator destacou que o Mercado Livre “não pode querer excluir sua responsabilidade, sob o fundamento de que apenas atua como intermediadora nas compras e vendas dos produtos anunciados, uma vez que foi negligente ao não controlar as transações feitas pela internet”.

O ML afirma que vai colaborar com as autoridades, como sempre faz em investigações que envolvam fraudes, sonegação ou qualquer tipo de crime usando o serviço de leilões. É um passo importante, mas esperamos que o serviço pegue carona na possível ameaça e avance na direção de oferecer serviços de mais qualidade, e em sintonia com as necessidades de seus usuários.

E vocês, acham que o Mercado Livre é responsável pelas empresas que utilizam a plataforma para sonegar impostos? Deixem suas respostas nos comentários.

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