Resultados de Busca | site+em+java

Tags : , , , , ,

DeskMetrics, uma Ferramenta Brasileira de Analytics para Softwares Desktop


A startup brasileira DeskMetrics acaba de anunciar o alfa do seu primeiro produto, um aplicativo de analytics em tempo real para softwares desktop.

 DeskMetrics, uma Ferramenta Brasileira de Analytics para Softwares Desktop

Tivemos acesso ao sistema em primeira mão e gostamos do que vimos. O DeskMetrics, é uma ferramenta em muitos aspectos similar ao Google Analytics, mas com foco em contar execuções, eventos e funis específicos para as necessidades de desenvolvedores de softwares desktop.

A startup é comandada por Bernardo Porto, também criador do programa de desfragmentação de PC’s Portinho.

“Sempre achei muito bacana a forma como o Google Analytics apresentava as informações dos usuários do site do Portinho. Queria uma solução parecida voltada para os aplicativos desktops que eu desenvolvia. ” afirma Bernardo.

“Eu queria saber quantas pessoas instalavam meus produtos e desinstalavam no mesmo dia. Quantas pessoas instalavam e não executavam. Quantas pessoas executavam uma determinada funcionalidade mas não esperavam até o final. Foi aí que surgiu a ideia de desenvolver a DeskMetrics, uma solução de analytics pensada para softwares desktop.”

O produto será comercializado sob modelo de software como serviço (SaaS). Os valores vão variar de acordo com o número de execuções, número de aplicativos e banda utilizada. A integração nas aplicações é feita através dos plugins fornecidos pela Deskmetrics, inicialmente em C, C++, Delphi e .NET e a versão em Java já está a caminho.

Desenvolvedores de aplicações desktops (preferencialmente nas linguagens acima) interessadas em testar/conhecer a solução, podem deixar seus emails aqui, e a empresa enviará os primeiros convites em lotes ao longo da semana.

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em Brasil, StartupsView Comments

Tags : , , , ,

O Facebook e seus Esforços para a Escalabilidade Open Source


facebook logo aug10 O Facebook e seus Esforços para a Escalabilidade Open SourceQuando se precisa escalar um serviço para lidar com um volume cada vez maior de dados, creio que não exista exemplo melhor para seguir do que o do Facebook. O gigante das redes sociais começou como um serviço para estudantes de Harvard e agora possui 500 milhões de usuários.

Mas esse número não reflete adequadamente a demanda da empresa por escalabilidade e armazenamento. Então, aqui vão algumas estatísticas: Os usuários gastam 8 bilhões de minutos no site todos os dias. São 3,5 bilhões de unidades de conteúdo compartilhados semanalmente. Os usuários sobem 2,5 bilhões de fotos todos os meses, e 1,2 milhões de fotos são colocadas no servidor a cada segundo. E como 70% dos usuários do Facebook estão fora do EUA, a quantidade de dados armazenados e oferecidos é ainda mais complicado pelas localizações dos usuários e data centers.

Não é nenhuma surpresa que algumas das formas mais tradicionais de escalabilidade não funcionam para o Facebook. Você não pode simplesmente fazer sharding no banco de dados com base na localização de um usuário ou na informação que ele irá acessar, já que os usuários estão interligados de maneira global e imprevisível.

Enquanto o Facebook foi crescendo, a empresa tem trabalhado para desenvolver uma série de ferramentas para lidar com esses dados, tanto em termos de armazenamento quanto na entrega de conteúdo, e muitos delas se tornaram open-source. O Facebook foi construído desde o início com tecnologias abertas, de acordo com David Recordon, gerente de programas open source do Facebook. Mas o uso do open source pelo Facebook vai muito além do LAMP (ou até mesmo, além do LAMP e também do Memcached). A empresa também criou e lançou vários projetos de código aberto e participa ativamente de outros, talvez o mais notável sendo o Hadoop.

Aqui estão algumas das ferramentas de código aberto do Facebook que ajudaram a lidar com a enorme quantidade de dados:

Cassandra

O projeto da Apache Software Foundation, Cassandra, é um sistema de armazenamento distribuído para gerenciamento de dados estruturados que é projetado para escalar uma grande quantidade de dados entre muitos servidores de commodities, sem falhar. Originalmente desenvolvido para ajudar a melhorar a busca do Facebook, o Cassandra é uma das muitas soluções de banco de dados NoSQL.

Hive

Também um projeto Apache, o Hive é uma estrutura de armazenamento de dados construído em cima do Hadoop que fornece ferramentas para permitir fácil sumarização de dados, consultas adhoc e análises de grandes conjuntos de dados. O Hive fornece uma linguagem de query simples chamada Hive QL que é baseada no SQL, permitindo aos familiarizados com o código a desenvolver com esses dados.

Hip Hop

Para economizar os recursos para seus servidores, o Facebook desenvolveu o Hip Hop, que transforma o código fonte PHP em um C++ altamente otimizado. O Hip Hop se tornou open source no início deste ano.

Scribe

O Facebook registra cerca de 25 terabytes de dados diariamente. Não é surpresa que outras ferramentas não foram capazes de escalar para esta capacidade, então o Facebook desenvolveu o Scribe para registrar dados transmitidos em tempo real para um grande número de servidores.

Thrift

Atualmente um projeto de encubadora Apache, o Thrift fornece um framework para serviços escaláveis de linguagem desenvolvidos em C++, Java, Python, PHP, e Ruby.

David lembra que muitas das novas tecnologias do Facebook começaram como “hacks,” e a empresa está trabalhando não só para desenvolver novas ferramentas, mas para também incentivar seu desenvolvimento e uso externo. Por enquanto poucas empresas têm as necessidades massivas de armazenamento e escala que o Facebook possui, e os esforços no open source da empresa são para a construção de um “modelo de colaboração sustentável” de desenvolvimento.

Aqui vocês podem conferir na íntegra uma apresentação do início deste ano na FOSDEM:

Arquivado em Tecnologia, TendênciasView Comments

Tags : , ,

Será que a Microsoft Conseguirá Acompanhar seus Concorrentes com o IE9?


ie logo nov09 Será que a Microsoft Conseguirá Acompanhar seus Concorrentes com o IE9?Daqui a algumas semanas teremos o lançamento do Internet Explorer 9 da Microsoft e já sabemos sobre algumas das suas impressionantes capacidades, mas ainda há uma coisa que temos dúvida: Como ele é? Será que a Microsoft vai continuar com seu design metálico e muitas vezes desordenado, ou vai ser como o elegante Google Chrome?

De acordo com o ZDNet, que conseguiu dar uma olhada na próxima geração do navegador, parece que a Microsoft finalmente está pronta para se juntar ao futuro.

Mary Jo Foley do ZDNet, conseguiu capturar uma screenshot da imagem que acidentalmente vazou no site russo de imprensa da Microsoft antes que fosse retirada, e ela mostra um design simples e limpo que é o oposto do que temos visto ao longo dos anos do navegador da Microsoft.

ie9 ui Será que a Microsoft Conseguirá Acompanhar seus Concorrentes com o IE9?

Mary também conseguiu capturar o texto do post e correu para o Bing Translator. De acordo com este texto, a nova versão do Internet Explorer dará “mais espaço para o site em si” e o design vai contar com “apenas o que se precisa para navegar”. Como acontece com muitos navegadores, parece que o IE9 se livrou de todos os extras desnecessários, como botões de menu e a capacidade de adicionar extensões diretamente da barra do navegador.

De acordo com Mary, o texto também menciona que “sites reconhecidos e protegidos serão tratados como os aplicativos tradicionais do Windows” e teremos a capacidade de alojar janelas do navegador nas bordas da tela do Windows 7.

Além do novo design, a versão mais recente do Internet Explorer focará nos padrões e na velocidade, trazendo um desempenho maior do Javascript, suporte CSS e hardware de aceleração gráfica embutido. A Microsoft vai lançar o novo navegador no dia 15 de Setembro em São Francisco.

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em NovidadesView Comments

Tags : , , , , , , , , , ,

Browser Wars: Novas Versões Beta de Navegadores Entram na Disputa


browsers Browser Wars: Novas Versões Beta de Navegadores Entram na DisputaSua escolha de navegador está prestes a ficar mais interessante, já que os três principais navegadores do mercado, Microsoft Internet Explorer, Mozilla Firefox e o Google Chrome, estão prestes a lançar novas versões beta, cada um com recursos novos e únicos.

Embora o lançamento do IE ainda possa demorar um pouco mais, a empresa divulgou seus planos para a versão melhorada, que inclui aceleração de hardware, suporte HTML5 e um motor JavaScript mais rápido. Entretanto, o Firefox adicionou suporte multi-touch para o Windows 7, entre outras coisas. E a novidade do Chrome é o recurso de preenchimento automático (autofill), além da sincronização de extensões.

Qual navegador é o melhor para você? Aqui estão alguns dos principais recursos que chegam com os betas:

Internet Explorer 9

O IE 9 Beta está previsto pro mês que vem, e, com o lançamento, os recursos que a empresa anunciou através de seu “Platform Previews,” (versões para desenvolvedores do navegador IE9 oferecidas para testes) serão adicionados ao código final.

O suporte HTML5 é provavelmente o componente mais importante da atualização do IE9, embora o IE esteja tentando alcançar os outros navegadores do mercado. Mas o suporte HTML 5 será totalmente acelerado pelo hardware, o que significa que o IE tem acesso ao hardware do computador para acelerar o desempenho do navegador. O navegador irá introduzir o elemento HTML 5 de canvas, fornecendo aceleração por hardware para canvas, vídeo e áudio, para acelerar algumas coisas como aplicações ricas para Internet, jogos online, vídeos e mais.

Os ganhos que a aceleração por hardware oferece pode ajudar até mesmo computadores como netbooks, mas nos PCs o impacto será mais notável. Atualmente, o Safari tem aceleração de hardware e o Mozilla acrescentou esse recurso em suas builds, mas continua desativado por padrão.

Dean PPB4 5 Browser Wars: Novas Versões Beta de Navegadores Entram na Disputa

Outra característica única do IE 9 Beta é o motor de JavaScript “Chakra.” A Microsoft explica que esse motor será integrado no próprio IE. Isso resulta em melhorias significativas de desempenho em relação às versões antecessoras, e ajuda a colocar o IE9 mais perto dos seus concorrentes em termos de benchmarking JavaScript.

Dean PPB4 6 Browser Wars: Novas Versões Beta de Navegadores Entram na Disputa

Firefox 4, Beta 3

O Firefox está forjando seu caminho para o lançamento público do Firefox 4. A versão mais recente, a Beta 3, incorpora uma série de melhorias de velocidade relacionadas a JavaScript, mas a grande novidade é o suporte multi-touch para o Windows 7.

O sistema operacional Windows (e o IE9) têm suporte nativo multi-touch, permitindo que os usuários tenham uma interação com vários componentes ao tocar a tela do computador com seus dedos. Agora o Firefox também vai permitir um tipo similar de interação.

Além da possibilidade de os usuários navegarem na web através do toque padrão, como é possível hoje com os tablets e outros navegadores móveis, o Firefox também apresenta o novo “touch events,” ou ações na tela que podem manipular o próprio conteúdo da web. Esses eventos chamados “MozTouch” permitem que os usuários manipulem os objetos em uma página web utilizando o multi-touch. Essa funcionalidade permite aos desenvolvedores criarem novas experiências interativas para seus sites, explica Felipe Gomez da Mozilla através do blog oficial.

Por enquanto, as APIs desenvolvidas para isso funcionam somente no Firefox e somente na plataforma do Windows, mas Felipe diz que a empresa irá apresentá-las ao W3C para discutir a padronização.

Chrome 6 Beta

Para não ficar para trás, a Google também lançou um novo código em seu Beta Channel, introduzindo uma série de recursos novos ao seu navegador Chrome. A mudança mais óbvia é uma reformulação da interface do usuário na barra de ferramentas superior. O botão de interromper/atualizar foi reposicionado para o lado esquerdo da Omnibox (caixa de endereços) e os dois menus de configuração foram fundidos em um só.

As melhorias de JavaScript no motor V8 tornou o beta 15% mais rápido do que a build estável nos benchmarks SunSpider, segundo a empresa, e 64% mais rápido no núcleo benchmark Dromaeo DOM da Mozilla, ambos os testes são comuns para determinar o desempenho do navegador.

google chrome benchmarks Browser Wars: Novas Versões Beta de Navegadores Entram na Disputa

No entanto as melhorias mais notáveis no Chrome Beta são a adição do preenchimento automático (autofill) para formulários e as atualizações do recurso de sincronização. Agora o Chrome vai salvar os dados de preenchimento de formulários na web (como nome, endereço, telefone e números de cartões de crédito) para ajudá-lo a economizar algum tempo quando for necessário preenchê-los. Mas a Google avisa que as informações de cartões de crédito não serão salvas a menos que você concorde.

Outra novidade é uma plataforma nova e melhorada de sincronização. Agora, além de sincronização de favoritos, preferências e temas, os usuários podem optar por sincronizar os dados de preenchimento automático (tirando as informações de cartão de crédito) e suas extensões entre os Chromes em máquinas separadas.

Isso Significa Guerra?

Os navegadores da web estão em um estado constante de melhorias devido à natureza mutável da web e da tecnologia em si. A natureza em coincidência destes três betas pode não apontar necessariamente para uma concorrência maior entre as organizações (mais conhecida como guerra), mas é simplesmente uma coincidência não planejada de lançamentos e atualizações.

Ou será que não? Afinal, aquele que possui mais usuários ganha, certo?

Cada uma das empresas tem sua própria visão única para a importância dos recursos para o futuro da web, além do suporte óbvio para os padrões e as melhorias contínuas de velocidade. Desta vez, o Chrome está focado na simplicidade e sincronização, a Mozilla no multi-touch e no desenvolvimento de APIs, e o IE na aceleração de hardware canvas, áudio e vídeo. Qual deles você acha que será mais promissor para os usuários e/ou para desenvolvedores web?

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em TendênciasView Comments

Tags : , , , ,

Yahoo! Lança Boomerang para Você Entender os seus Leitores


yahoo logo may09 Yahoo! Lança Boomerang para Você Entender os seus LeitoresA equipe Exceptional Performance do Yahoo lançou o Boomerang.

“O Boomerang é um código Javascript que você adiciona às suas páginas web, onde ele mede o desempenho do seu site do ponto de vista do usuário final. Ele tem a capacidade de enviar esses dados de volta para o servidor para uma análise posterior. Com o Boomerang, você rapidamente descobre o quão rápido o usuário pensa que o seu site é.”

Carinhosamente projetado com a ajuda do Yahoo Developer Network, a equipe EP acredita que o Boomerang irá ajudar a reduzir o descompasso entre o esforço desnecessário e o sucesso.

boomerangs Yahoo! Lança Boomerang para Você Entender os seus LeitoresQuando lançamos um site ou escrevemos um blog, ou qualquer coisa na web, uma combinação de nossas experiências e expectativas nos dão uma noção de como nosso site será usado. O problema é que ninguém está livre da sua própria subjetividade. Se você é uma pessoa intuitiva, ou alguém com um forte ponto de vista, as estatísticas podem ser um corretivo devastador ou uma confirmação agradável de sua intuição. O Boomerang espera ajudá-lo a ver o seu site do ponto de vista do usuário. Entre as funcionalidades do Boomerang, a equipe listou as possíveis mensurações.

  • O desempenho percebido de uma página estática (baseada nas interações do usuário);
  • O desempenho percebido de páginas dinâmicas;
  • A velocidade da conexão do usuário;
  • O tempo de leitura dos componentes;
  • Latência da rede;

Você pode fazer o download do Boomerang aqui.

Você pode acessar a página de github do Boomerang aqui.

Aproveitem!

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em NovidadesView Comments

Tags : , , , ,

Quem Precisa de Java? Provavelmente Você Não!


javaLogo Quem Precisa de Java? Provavelmente Você Não!O escritor da PC Magazine, Larry Seltzer, chegou a uma interessante conclusão após um mês de testes utilizando o computador completamente sem ele: “O Java como uma plataforma cliente é claramente um fracasso, e tudo o que resta é uma grande superfície de ataques no seu computador.”

Isso pode ser verdade, mas achamos que existem algumas outras coisas a se considerar antes de cortar de vez o Java de suas máquinas.

Parecido com a quaresma, onde não se come carne, ou com ficar um ano sem dinheiro, Larry ficou as últimas semanas sem utilizar um cliente Java e descobriu, como muitos que se privam de algo, que a tecnologia não era tão “essencial” quanto parecia. Mas, por que ele fez isso?

“O Java no client side não tem exatamente uma “boa segurança”. Existe muito malware em Java por aí, sempre dependendo das vulnerabilidades corrigidas, pois as versões antigas são comuns em sistemas de usuários,” escreveu Larry quando começou o experimento no mês passado.

Parece que o maior problema que ele enfrentou foi a remoção do Java em si, que parece se instalar em vários locais pelo sistema.

O Java gosta do seu PC, e realmente não quer deixá-lo. Mesmo depois de desinstalar todas as versões listadas no seu Adicionar/Remover você ainda encontra componentes instalados em navegadores, plugins no Firefox ou Google Chrome. É possível também encontrar plugins em outros programas que você pensou que havia desinstalado. O mesmo acontece com o Tools-Manage Add-nos no Internet Explorer. Suponho que o sistema de uninstall não se preocupa com os componentes de navegadores. Depois de desativá-los no Firefox e/ou no Chrome,você pode apagar esses plugins pelos próprios arquivos no C:\Arquivos de programas\Mozilla Firefox\plugins\ ou aonde o Firefox está instalado.

Larry notou que o Wall Street Journal utiliza o Java e também alguns sites bancários, mas tirando isso, ele se mostrou completamente inútil. Ele avisa que, antes de se livrar do Java, “olhe os seus bookmarks e o histórico das últimas semanas e procure por sites que você utiliza que têm chances de usarem Java”.

Além de sites que ainda usam Java no client side, que são poucos, e grande parte o substituíu pelo Adobe Flash ou Flex, ainda existem alguns aplicativos que usam o Java Runtime Environment – aplicativos que alguns dos leitores mais “geeks” podem estar utilizando.

Por exemplo, nossa alternativa preferida fora da nuvem do Microsoft Office, o Open Office, ainda depende do JRE para funcionar corretamente. Assim como as ferramentas de análise de tráfego de sites, Woopra, que muitas pessoas gostam.

Durante a análise, notou-se que um grande número de soluções corporativas ainda dependem de Java. O Vmware, por exemplo, está introduzindo plataformas para se trabalhar com a Salesforce e a Google que dependem de Java para funcionar. Em geral, muitas empresas ainda usam Java internamente para soluções personalizadas e, ao eliminá-lo de suas máquinas, pode gerar alguns problemas.

Se não fosse pelo Open Office e pelo Woopra, nós daríamos uma chance e tentaríamos a arriscada jogada, mas se trata de dois programas que não abrimos mão. Por enquanto, vamos clicar no “sim”, quando o Java nos oferecer a instalação de alguma atualização. E você, já ficou sem Java na sua máquina?

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em Tecnologia, TendênciasView Comments

Tags : , , , , ,

Adapte seu site Java Para o Orkut – Parte 1


Autor Convidado: Renato Mangini é desenvolvedor Java e OpenSocial e fundador da Geolabs além de idealizador e criador do WapaWapa. É também um evangelizador de aplicativos sociais e fã do Android. Siga o @renatomangini no twitter.

Recentemente a Google anunciou a biblioteca para código cliente do Orkut. Passei alguns dias estudando a biblioteca e fazendo um aplicativo para teste, e queria compartilhar o que aprendi.

A quem esse artigo interessa? A quem está desenvolvendo um site e deseja integrá-lo ao Orkut. Com essa biblioteca, você pode, por exemplo, ler e enviar recados (scraps), listar os amigos do usuário e baixar e enviar fotos dos álbuns. Claro que tudo é protegido e só pode ser acessado com autorização do usuário e dentro das regras de uso para desenvolvedores do Orkut. Por isso, nada de brincar de instalar vírus no perfil dos outros, ok?

A biblioteca se baseia em OAuth. Se você não sabe o que é OAuth, é melhor dar uma lida neste excelente tutorial antes. Vou partir do pressuposto que você entende o que é 3-legged authentication e como ela funciona em um container OpenSocial como o Orkut (neste link você acha um esquemático bem simples de entender).

Mãos à obra

Antes de começar, você vai precisar de:

  1. consumerKey e consumerSecret do Google Account para o seu website. https://www.google.com/accounts/ManageDomains (guarde com MUITO CUIDADO com esses dados)
  2. biblioteca orkut-os-client
  3. coisas básicas que qualquer desenvolvedor Java deve ter: JDK 1.6, uma boa IDE, ant, etc.

Extraia o arquivo orkut-os-client-1.0-007f393481.tar.bz2 (ou a versão que você baixou no passo 2, se for diferente). Vá para o subdiretório java e execute

ant run-sample

Se tudo der “certo”, você receberá a mensagem “signature_invalid”, e a exceção “net.oauth.OAuthProblemException: HTTP/1.1 400 Bad Request”. Edite o arquivo java/sample/oauth.properties e substitua os valores de “consumerKey” e “consumerSecret” pelos obtidos no passo 1 acima. Rode de novo o ant, e agora ele deve abrir uma janela do seu navegador pedindo autorização para acessar sua conta do Orkut. Autorize e você verá na linha de comando a lista de seus amigos sendo impressa, como por exemplo:

[java] Hello, Pedro Antônio Carlos!
[java] Friend: Paulo Ferreira
[java] Friend: Girino
[java] Friend: Renato Mangini
[java] Friend: Carla
[java] Friend: João
[java] Friend: Paulo

Simples assim, né? Agora vamos ver o que aconteceu nas entrelinhas.

Entendendo o exemplo em poucas palavras

O código executado está em sample/sample-src/com/google/orkut/client/sample/SampleApp.java. Vá lá e dê uma olhadinha… A mágica está na classe Transport (sample/sample-src/com/google/orkut/client/sample/Transport.java). Em pouquíssimas palavras, ela faz o seguinte:

  • verifica se o usuário está logado (método init()). Caso não esteja, abre um browser na página de autenticação do OAuth do Google. Após a autenticação o browser é redirecionado para uma URL específica local, por isso o código do exemplo sobe com um servidor Jetty só para receber essa resposta de que a autenticação foi feita com sucesso (classe DesktopClient do exemplo);
    • Nesse request de resposta, o Google devolve dois códigos: accessToken e accessSecret. Observe que isso não tem nada a ver com o consumerKey e consumerSecret usado antes. Os consumerKey/Secret são do seu Website, enquanto o accessToken/Secret são do usuário que autenticou. Lembre das três pernas do 3-legged OAuth. Você pode guardar o accessToken e accessSecret no seu banco de dados, pois precisará deles para fazer qualquer request em nome desse usuário. Importante: mesmo que algum hacker roube esses dois códigos, eles só são válidos se o request for assinado com o consumerKey/Secret do seu website. Por isso é tão importante guardar o consumerKey/Secret em um lugar seguro.
  • enfileira o request (getprofile, writescrap, getphoto, etc) para ser enviado em lote
  • envia os requests enfileirados para o Orkut, devidamente assinados com o consumerKey/consumerSecret do seu website, e usando o accessToken/accessSecret do usuário

A classe Transport do exemplo obviamente não pode ser usada em uma aplicação web. Por quê?

  • Ela executa o browser diretamente (veja a classe sample/sample-src/com/centerkey/utils/BareBonesBrowserLaunch.java) . No caso de uma aplicação web, o código rodará no servidor e temos formas mais elegantes de fazer isso;
  • Ela executa um servidor Jetty só para receber o resultado do processo de autenticação. A sua aplicação web já estará rodando, então basta criar uma servlet específica para isso.

Próximos passos: como adaptar sua aplicação web

Em breve a segunda parte deste post explicando como adaptar a sua aplicação web.

Enquanto isso, você pode baixar o aplicativo de testes feito pelo pessoal do Google. Não é lá muito explicativo e depende fortemente do Google App Engine, mas os mais fuçadores conseguirão fazer muita coisa a partir dele.

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em NovidadesView Comments

Tags : , , , , , ,

A Mobilidade e o Valor Agregado


Autor Convidado: Isabel Geo é jornalista, empreendedora e comanda a Agência de Comunicação Multiplataforma Visionello Conteúdo Inteligente.

A criação e o desenvolvimento de aplicativos para mobile tem dado uma aquecida no mercado de comunicação móvel. Atualmente são variadas as lojas que comercializam esses produtos, como a TIM App Store, Nokia Ovi Store, BlackBerry App World, Apple AppStore, Android Marketplace, entre outras. O mais interessante nesse aumento da relação exposição vs. interação móvel são as possibilidades de abertura para desenvolvedores independentes de aplicativos.

A hora para quem cria é agora. Esse momento resulta positivamente nos novos e experientes profissionais da área e em empresas especializadas em serviços móveis que estão cada vez mais em voga no mercado nacional. Dentro desse nicho em expansão estão os serviços de VAS ou SVA (Serviços de Valor Agregado), que traduz e simplifica a necessidade do cliente para um projeto bem sucedido, seja de mobilidade corporativa e marketing móvel para divulgação de um produto. Além da pesquisa em novas tendências, o valor agregado de um gadget é o poder de entender o consumidor e unificá-lo com conteúdo segmentado.

É aí que entra o uso de aplicativos diferenciados e outras novas formas de interação.

A notícia é que as operadoras estão liberando aos poucos o espaço para os profissionais enviarem seus aplicativos para venda em sites dirigidos e incorporá-los a variados modelos de celulares. Aos autônomos, a finalidade de remuneração e visibilidade para empresas, como uma vitrine de portfólio. Não é novidade que a abertura de acesso exista, o que é novo é a quantidade de companhias que oferecem um número muito maior de oportunidades.

Recentemente foi a norte-americana Qualcomm com o lançamento da plataforma Plaza Retail em parceira com a TIM Brasil e a estreia da loja do Google, a Chrome Web Store.

Já a Apple liberou oficialmente o acesso brasileiro à sua App Store para quem busca aplicativos para o iPad e iPhone e a chance de venda de criações brasileiras é uma realidade.

Hoje cerca de 75% dos usuários de internet estão em alguma rede social. Grande parte deles precisa de uma completa mobilidade, já que 36,7% deles acessam a web pelo celular e 12% acessam redes sociais diariamente. Sem contar as ações que a Pepsi, McDonald’s, Nike e Adidas entre outras marcas tem feito na rede Foursquare para trabalhar o conteúdo, levar a visibilidade da marca e criar novas experiências a esta nova rede móvel. Isso quer dizer que a mobilidade é um mercado que cresce em um ótimo ritmo todos os anos e que muitas vezes funciona como canal oficial de uma corporação que precisa firmar um relacionamento estratégico com o cliente. Para isso é preciso criar uma plataforma de marketing relevante, aumentando a usabilidade a um plano que somente agora, a partir de 2010, começa a ser concretizado.

Usabilidade em Primeiro Lugar

Para aperfeiçoar a usabilidade em novos modelos de aparelhos, os programadores desenvolveram o chamado Micro-Browsing, que é a internet “de verdade” usada pelo mobile, ou seja, as ferramentas principais de navegação estão lá e a interface consegue ser bem competitiva. Com exceção da Apple que criou um mundo paralelo para o iPhone e seus outros produtos, os recursos disponíveis em sistemas como Symbian e Java 2 ME são compatíveis em grande parte dos aparelhos à disposição do mercado.

O Google, por exemplo, lançou no começo do ano o Nexus, o primeiro smartphone da marca, que o utiliza o sistema Android (baseada no Linux) e com a sua própria loja pretende comercializar jogos, revistas e aplicativos. Além disso, o grande buscador prevê mais inovações que chegarão ao navegador e ao Google Wave, a ferramenta super comentada que antes exigia um convite para ser agregada e atualmente foi disponibilizada abertamente ao público. Já a Microsoft lançará no final do ano o Windows Phone 7. Com a versão 7, o usuário passará por uma nova experiência, integrando a loja virtual de música, o Zune Marketplace, e a versão móvel do Xbox LIVE, no qual será possível jogar com o celular.

Em boa parte dos projetos de mobilidade, as estratégias das empresas são o engajamento e mobilização de ações que complementam projetos de ativação de marca ou ações completas de marketing direto – para se ter acesso às plataformas offline ou na web. Quando o usuário deseja a interação pelo celular existem várias camadas de comunicação. Hoje é muito possível ler uma revista, usar como desktop e ter acesso a qualquer tipo de conteúdo ou serviço que já existe fora desse celular.

O que se tem pesquisado na área, os preços dos aplicativos nas lojas variam atualmente entre R$ 1,49 a R$ 49,99, mas preço nunca foi regra. A experiência do consumidor junto a uma perspectiva integrada, aliada à análise de recursos, processos e prioridades baseadas nos interesses do target serão as estratégias principais para um resultado positivo e relevante de mobilidade para a história da marca.

Ecossistema: Reciprocidade e Colaboração

A reciprocidade quando se fala em usabilidade é importante também quando se discute a facilidade de interação nos portais de aplicativos. Pode parecer fácil como subir um vídeo no youtube, mas do que adianta a Interface Multiplataforma se as ferramentas não ajudam?

A usabilidade é levada em conta com o Management Center e a Storefront na grande maioria das lojas virtuais.

Com uma experiência de usuário consistente, atraente, intuitiva e de fácil atualização, os desenvolvedores novos ou experts entendem e monitoram a execução de seus trabalhos. Muitas lojas fornecem dicas e dados relevantes de pesquisa e estudo para os profissionais. Informações diversas podem ser aproveitadas e compartilhadas também para o consumidor final, que consegue visualizar o que é importante para ele no momento. A procura por aplicativos customizados são otimizados dentro da rede, com ferramentas de recomendação entre usuários e métricas de Behavioral Targeting. Quer dizer, só são sugeridos produtos que combinem com o consumidor.

O parâmetro de indicação para os desenvolvedores funciona como um boca-a-boca e mais que isso, uns opinam sobre o trabalho dos outros e o próprio criador tem visão de comprador. Como um IdeaStorm, referência de canal de comunicação que a Dell criou e defende a concessão para os usuários sugerirem ideias de como melhorar negócios e produtos e receber todo um feedback.

Plano Pré-Pago para Internet

Foi anunciada recentemente a viabilização da primeira internet móvel pré-paga. A primeira operadora foi a TIM Brasil, mas a demora não será longa para clientes de outras companhias entrarem nesse contexto.

“Não podemos esquecer que mobile também é uma ferramenta de inclusão digital e tudo faz mais sentido quando tornamos realidade o plano do pré-pago”, apontou Daniel Gotilla, Consultor de Tendências e Inovação da operadora, em um encontro para desenvolvedores no começo de maio passado.

Sem dúvida, o celular é uma poderosa ferramenta não só de abrangência digital, mas social. A estratégia inicial é a expansão do target, que hoje na maioria atinge igualmente homens e mulheres de 15 a 24 anos das classes A, B e C.

Um problema que bate nesse desenvolvimento todo é que os 35 milhões de brasileiros que acessam a internet pelo celular estão pagando mais 20% de conta de telefone, como constatou a consultoria TNS, segundo estudo da Global Telecoms Insights 2010. Conforme os dados levantados, apesar do gasto maior, a despesa não desestimula a população, já que 70% comprará aparelhos mais sofisticados este ano, gastando R$ 492 em média, um valor 10% maior que em 2009. No compasso das contas altas e consumidores cada vez mais interessados por aparelhos avançados, o plano pré-pago será mais que um êxito.

Mercado: Acessibilidade Móvel

As lojas de aplicativos são uma febre no mundo, nos EUA é um mercado em estabilidade e por aqui acontece um processo de crescimento e efervescência. Todos estão correndo atrás da sua chance, desde fabricantes de aparelhos, operadoras às desenvolvedoras de sistemas operacionais.

“O mercado de aplicativos móveis crescerá ainda mais nos próximos anos, isso é uma aposta muito certeira. Afinal, os próprios feature phones terão qualidade para suportar aplicativos e todo o processo de obtenção de um novo aplicativo será facilitado”, explica Renato Cairo, gerente de comunicação da Pinuts Studios, especializada em tecnologia móvel. Além disso, Cairo aponta mais outros dois motivos. Um é pela questão da melhoria tecnológica dos aparelhos, em que será possível fazer aplicativos com performances cada vez melhores e com um processo de aquisição mais simples, que são duas barreiras para o usuário comum atualmente.

O outro é pela expansão das redes de dados, como a 3G e outras novas redes, que reduzirão custos e será acessível para um maior número de pessoas.

A opinião de Cairo se une a de especialistas do estudo da Consultoria TNS, que com a maior oferta de aparelhos e o investimento das operadoras em redes de alta velocidade, o brasileiro aderiu de vez à experiência de se conectar à internet pelo celular. “Mais de um milhão de usuários têm o Windows Phone (sistema da Microsoft – patamar que coloca o Brasil entre os dez principais países para a empresa)”, conclui a análise.

O crescimento de toda essa infra-estrutura, de aquisições, conexões e aplicativos é essencial para que o usuário tenha uma experiência cada vez mais simples na hora de navegar pelo telefone. Nunca é demais. No final, todo mundo está atrás de sua loja porque identifica a necessidade de um aplicativo com a sua cara.

Como começar?

  • Cairo deu dicas para encontrar as melhores lojas para venda de aplicativos. Uma das melhores listas de lojas de aplicativos é a base que a Distimo utiliza.

Nesse portal estão as principais lojas, como a Apple App Store, BlackBerry App World, Nokia Ovi Store, Android Market e o Windows Phone Marketplace.

  • O canal Plaza Retail da Qualcomm está no ar há pouco tempo. Para participar do portal, o desenvolver poderá se registrar e criar seu profile.

O coordenador explica que a ideia da WAC é estabelecer uma App Store com uma forte presença de funcionalidades para o desenvolvedor otimizar tempo. “Ele não precisa ficar pingando tanto de loja em loja para chegar ao usuário final. E com uma maior representatividade eles conseguirão rivalizar com a Store da Apple, em tese”.

Ainda em teste, o portal não entrou no ar integralmente.

Para participar, o desenvolvedor poderá enviar um email de interesse para info@wholesaleappcommunity.com.

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em TendênciasView Comments

Tags : , , ,

Desabafo Por Uma Web Mais Limpa


Gosto de usar a Web para coisas cotidianas. Procurar endereços em um mapa, restaurantes para ir, consertos caseiros, receitas para cozinha. Ou então, ver a programação de TV, dicas de jogos, etc. Isso tudo seria muito mais prazeroso e simples se não fosse uma coisa: a quantidade de sujeira e distração existente na maioria dos sites da Web atual.

Exceções Que Confirmam A Regra

Para começar, é claro que há exceções, algumas muito conhecidas. A página limpa do Google e a interface do Twitter são excelentes exemplos. É um fato conhecido que boa parte do sucesso desses serviços deriva da sua simplicidade. Então, porque é que tão pouca gente copia o exemplo?

1) Vamos reconhecer: criar um bom design é coisa para profissionais. A maioria dos sites é criado por alguém interessado na área ou por um programador. Saber HTML e CSS não é a mesma coisa que saber desenhar. Por isso os resultados são muito variados. Mas se tudo se limitasse ao mau gosto na escolha das cores ou dos temas, ainda seria possível achar a informação desejada no meio da confusão.

2) A necessidade de monetizar o serviço leva a uma profusão de anúncios, que se tornam cada vez menos eficientes à medida que o serviço demanda mais fundos para ser mantido. O resultado é a hipercomercialização, que interrompe a navegação e torna complicado separar o conteúdo do anúncio.

3) Redes sociais e serviços agregados se tornaram parte do problema. Todo mundo quer colocar um timeline de Twitter ou Google Friend Connect no site (pois é, nós do @rwwbr também caímos nessa). Em parte isso é resultado de uma pressão social, de mostrar que participa das redes da moda. Essa necessidade de hipersocializar gera ainda mais distração e quebra a imersão no conteúdo da página. Outro efeito colateral é o aumento de tempo de carga do site, resultado de carregar inúmeras aplicações externas (e isso por si só já mereceria um manifesto à parte).

4) É muito difícil manter um foco específico. A maioria dos sites acaba cedendo ao desejo de criar mil e uma seções e funcionalidades, que na falta de um design adequado (problema #1) se transforma em um pesadelo de navegação. Daí surgem mil e um atalhos pendurados na tela, resultado de um arquitetura mal estruturada.

Penteadeira de Madame, Diário da Barbie ou Armário Teen?

O resultado final varia de acordo com o grupo social no qual o serviço se insere. Pode ser penteadeira à moda antiga, cheia de bijuterias e penduricalhos. Pode ser o diário prototípico de uma garota, cheio de adesivos e anotações de canto de página. Ou pode ser um típico armário de adolescente, com adesivos gigantes pregados na porta e uma desordem absoluta por dentro.

O resultado são sites que você pode achar via Google, mas dificilmente iria anotar para usar como referência direta. Aliás, ponto para o Google, que nos permite filtrar toda a distração e encontrar o que desejamos. Talvez o Google não fosse tão onipotente se os sites fossem mais bem organizados – mas isso é outra história.

A Luz No Fim Do Túnel (e não é um trem na direção contrária)

Alguns dos melhores sites que eu leio diariamente são blogs simples. São sites mantidos por seus autores pelo prazer de escrever sobre aquilo que os interessa. Porém, à medida que o site se profissionaliza, a tendência de hipersocializar e hipercomercializar aumenta. Alguns passos simples ajudam a evitar que isso aconteça:

1) Atentar para as perguntas básicas: quem é seu público? qual é o assunto? Mantenha o foco no conteúdo, para evitar diluição. E de preferência, escolha um tema único. Isso facilita todo o resto.

2) Se o seu site tem um tema único bem definido, a arquitetura de informações se torna simples, quase trivial. Mas se você tem pretensões mais ambiciosas, pensar em uma organização de conteúdo é fundamental. É uma das áreas nas quais o apoio de um profissional pode fazer a diferença. Na falta desse suporte, uma regra simples basta: quanto menos seções você colocar, melhor. E se o seu conteúdo estiver “transbordando” as seções, volte ao item #1.

3) O design para Web evoluiu muito nos últimos anos. Existem hoje muitos sites especializados emdesigns de prateleira“, que certamente não atendem integralmente a necessidades mais profissionais, mas pelo menos permitem aos amadores que dêem uma roupagem mais adequada para seus sites (e a bem da verdade até mesmo os especialistas se aproveitam disso!).

4) Para cada item que você coloca em seu site, pense se ele agrega valor ao conteúdo, e não o contrário. É muito comum colocar gadgets externos como uma forma de dar “credibilidade” ao conteúdo. Isso já deixou de ser diferencial faz tempo. A coisa mais fácil do mundo é colar um snippet de Javascript no seu site, todo mundo faz. Então, se você for usar, que seja para algo útil.

Por Uma Web Mais Limpa

Criar conteúdo já é difícil suficiente. Deixar seu conteúdo sufocado em um site confuso não ajuda em nada. Mantenha seu foco, dentro de uma estrutura simples, e evite complicar desnecessariamente. Seus usuários agradecem.

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em NovidadesView Comments

Tags : , , , , , , ,

Veja os Primeiros Benchmarks Brasileiros e Entenda o Compilador HipHop que Acelera sites em PHP


manuel Veja os Primeiros Benchmarks Brasileiros e Entenda o Compilador HipHop que Acelera sites em PHPAutor Convidado: Este post foi escrito por Manuel Lemos, criador do site PHPClasses.org em 1999 e fundador da Icontem, empresa na qual atua desde 2001.

Recentemente funcionários do Facebook criaram um compilador que transforma código de PHP em C++ com o intuito de servir as páginas do Facebook de forma mais rápida e eficiente.

Recentemente, o código desse compilador foi aberto ao público para que todos os sites escritos em PHP possam se beneficiar da aceleração conseguida através da compilação do código de PHP.

A Popularidade da Linguagem PHP

Para quem não sabe, o PHP é uma linguagem de programação criada em 1994 por Rasmus Lerdorf especificamente com o intuito de facilitar a geração de páginas de sites Web. A linguagem PHP pode ser usada para desenvolver outros tipos de aplicações, mas o fato de ter sido particularmente otimizada para a construção de sites Web, levou a que PHP se tenha tornado uma das linguagens mais populares da atualidade, senão a mais popular, para criação de sites Web.
De acordo com sondagem da empresa Nexen, cerca de 1/3 de todos sites no mundo usam PHP para servir as suas páginas.

Sites pequenos e grandes usam esta linguagem. Vários dos sites mais visitados do mundo usam PHP, como: Yahoo, WordPress, Wikipedia, Facebook, etc..

Facebook e PHP

De acordo com o site Alexa.com, mais de 30% dos usuários de Internet de todo mundo usam o Facebook.com diariamente. A tendência é de crescimento acelerado, podendo até vir a ultrapassar o lider de audiência Google ainda em 2011, se o ritmo de crescimento se mantiver assim tão elevado.

Com esta perspectiva de crescimento, o Facebook tem todos os motivos para investir em tecnologia de forma conter os custos de operação, nomeadamente em termos do número de servidores necessário para atender a sua comunidade de usuários, que não para de crescer.

HipHop PHP: o compilador de PHP do Facebook

Perante estes fatos, o Facebook considerou várias alternativas para lidar com o seu crescimento. Uma delas seria reescrever o código de todo site numa linguagem que rodasse de forma mais rápida, como por exemplo C++. Porém, essa opção ia demorar bastante tempo a desenvolver, retardaria a implementação de novos recursos, e aumentaria o custos de contratação de engenheiros qualificados em desenvolvimento em C++.

A opção que acabaram por escolher foi de desenvolver um compilador que convertesse o código de PHP em C++. O código C++ resultante pode ser compilado em código nativo do CPU do servidor usando um compilador de C++ comum como o GCC, para assim executar à velocidade máxima.

Assim, os seus atuais engenheiros poderiam continuar a trabalhar em novos recursos do site em PHP e não gastariam tempo e dinheiro convertendo manualmente o código do site em C++.

A ideia de compilar PHP em código nativo do CPU do servidor, não é uma novidade em si. Anos atrás foram lançados compiladores de PHP, como o Roadsend e o PHC. Porém, é vital para o Facebook controlar o desenvolvimento do compilador de forma a otimizá-lo para rodar o código compilado de forma mais eficiente nos seus servidores.

Liderado por Haiping Zhao, engenheiro chinês do Facebook radicado nos Estados Unidos e ex-funcionário da empresa da rede social Plaxo, o projeto demorou quase 2 anos a ficar pronto para uso. Foi batizado de HipHop for PHP.

Apesar do valor comercial que poderia ser atribuído a um compilador de PHP tão poderoso como o HipHop, o objetivo do Facebook não é a sua comercialização. Por isso decidiram abrir o código do compilador de forma a que a comunidade de desenvolvedores de PHP possa testar e ajudar a melhorar o compilador em benefício de todos.

O código do HipHop foi aberto no dia 20 de Fevereiro depois de grande expectativa criada durante o processo de abertura, dado o entusiasmo gerado pela apresentação prévia do HipHop ao mundo.

O Facebook contratou o engenheiro escocês Scott MacVicar para liderar o processo de abertura de código do projeto. Scott foi desenvolvedor na empresa do conhecido sistema de fóruns vBulletin, também escrito em PHP. Ele é também um dos desenvolvedores ativos do núcleo do projeto do PHP.

Os Ganhos de Performance Proporcionados pelo HipHop PHP

Logo que o código foi aberto, a comunidade de PHP iniciou uma corrida para testar e avaliar a eficiência do HipHop. Os primeiros resultados dos testes de performance mostraram que o HipHop pode gerar código C++ que roda em cerca de 80% menos tempo que o código em PHP que faz uso intensivo do CPU, quando comparado com uma distribuição de PHP comum como a do Zend Server ou XAMPP. Você pode ver todos os Benchmarkings mais detalhados aqui.

O ganho de desempenho de aplicações PHP proporcionado pelo HipHop é um ótimo argumento para atrair os desenvolvedores para o projeto. Porém, em situações reais, as aplicações de PHP não passam muito tempo executando tarefas de uso intensivo de CPU para se beneficiar tanto do eventual ganho de performance.

Na maior parte do tempo, os scripts de PHP executam tarefas em que ficam aguardando sem gastar CPU, como por exemplo acessos a bancos de dados, acesso a arquivos, envio de dados pela rede, etc.. Por isso, os ganhos de performance que o HipHop pode proporcionar têm um peso menor do que muitos poderiam imaginar.

No entanto, o maior benefício proporcionado pelo HipHop, não vem da rapidez em executar tarefas de uso intensivo de CPU.

O que o HipHop pode fazer é compilar todos scripts de PHP de um site e gera um programa executável que funciona como servidor Web. Esse programa substitui a combinação habitualmente usada em servidores Web Apache + PHP. Ou seja, o servidor Web Apache não é mais necessário.

O servidor Web gerado pelo HipHop tem outra particularidade que é de funcionar em modo multi-threaded. Esse modo é diferente do modo pre-fork que é usado habitualmente por servidores Web com Apache + PHP.

Explicar o que são os modos multi-threaded e pre-fork sai do escopo deste artigo por ser um assunto demasiado técnico. O que importa a reter é que os servidores Web multi-threaded podem consumir muito menos memória RAM, quando comparados com a configuração habitual PHP + Apache usando modo pre-fork.

Como a memória RAM é limitada em cada máquina (servidor), o uso de um servidor Web multi-threaded permite que cada máquina possa atender mais usuários acessando simultaneamente o mesmo servidor Web.

Portanto, o grande ganho que projeto HipHop vai trazer para o Facebook e todas empresas que o usarem, é uma redução significativa no número computadores servidores necessários para atender um elevado número de usuários acessando aos seus sites.

O Futuro do HipHop e o PHP

Com a introdução do HipHop, a expectativa para o futuro do PHP é grande. O Facebook declarou que o HipHop está sendo usado hoje em dia em 90% dos seus servidores Web. Porém o projeto ainda não está maduro o suficiente para ser adotado por todo tipo de sites.

O Facebook apenas investiu em adaptar as extensões de PHP que eles precisam para rodar no site deles. Muitas outras extensões ainda não foram adaptadas.

Essa vai ser uma das tarefas que a comunidade de PHP vai poder realizar em conjunto com o Facebook para tornar o projeto mais útil para todos. Talvez quando isso acontecer o Facebook possa usar código compilado pelo HipHop em 100% dos seus servidores Web.

Outro desafio é que o HipHop não implementa a totalidade das funções e sintaxe do PHP. Parte do que falta pode ser conseguido através de um projeto paralelo também do Facebook que é um interpretador de PHP chamado HPHPi.

Uma vez superadas essas limitações técnicas falta saber o que vai acontecer com a implementação hoje em dia considerada oficial do PHP que é baseada no Zend Engine. O Zend Engine foi criado pela empresa Zend. Foi lançado com o PHP 4 no ano 2000.

O que acontece é que o HipHop PHP é o que se chama uma tecnologia disruptiva. O conceito de tecnologia disruptiva foi descrito no livro “The Innovator’s Dilemma”, que é um clássico entre os empreendedores.

O HipHop PHP acaba por fazer com que o Zend Engine se torne tecnicamente obsoleto. Isso pode fazer com que empresa Zend acabe por se tornar desnecessária, apesar de ter tido um papel fulcral no desenvolvimento e popularidade do PHP. Por isso, a chegada do HipHop PHP preocupa, e muito, os dirigentes da Zend.

Até o HipHop ficar maduro e se tornar uma solução viável para todos os sites Web, vai decorrer algum tempo. Espera-se que a Zend repense o seu papel na comunidade de PHP para que o seu negócio sobreviva. Resta-nos aguardar e ver o que se vai passar.

O Sucesso do Facebook e as Oportunidades Criadas para Parceiros

Independentemente do futuro do PHP e da Zend, não restam dúvidas que o futuro da linguagem PHP e dos profissionais que trabalham com esta linguagem é brilhante.

Esta é uma conclusão um tanto irônica. A verdade é que a linguagem PHP não é tecnicamente polida e bem pensada desde o inicio, como outras tais como C++, Java ou Python. Estas 3 linguagens são as principais que o Google usa.

PHP é uma linguagem pragmática. Pouco importa se a sintaxe da linguagem é bela e bem concebida, pois para os usuários que visitam os sites, é indiferente qual é a linguagem usada pelos aplicativos que rodam no servidor Web.

A ironia da conclusão é que faz quase 2 anos que os desenvolvedores de PHP vêm quase suplicando para que o Google suporte PHP na sua plataforma de computação em nuvem App Engine.

Mesmo sabendo da elevada popularidade do PHP entre os desenvolvedores Web, o Google decidiu dar prioridade a Python e Java. Não se sabe se e quando o Google alguma vez vai dar suporte a PHP, mas parece claro que a maior perda é para o próprio Google. Uma maior adoção da plataforma App Engine eventualmente proporcionada pelos desenvolvedores de PHP, bem que poderia ser mais uma fonte de receita significativa do Google.

Reforçando a ironia, a Microsoft se antecipou e já oferece suporte nativo a PHP na sua plataforma de computação em nuvem Windows Azure. Isto resultou do esforço que a Microsoft tem feito para ouvir a comunidade de PHP. É curioso como a Microsoft hoje em dia parece mais aberta que o Google.

Enquanto isso o Facebook disponibiliza desde há muito tempo uma plataforma de criação de aplicações em PHP para se integrarem no Facebook. Como é sabido, essas aplicações do Facebook criadas por parceiros são extremamente populares e contribuem significativamente para o sucesso e receita do Facebook e seus parceiros.

Daqui se pode concluir com clareza que os negócios que têm mais sucesso são os que proporcionam maiores oportunidades para terceiros. Compete a cada empresa saber enxergar essas oportunidades antes que a concorrência o faça.

Termos de busca para este artigo:

Arquivado em NovidadesView Comments